×
PUBLICIDADE

Variante gama sofre mutação e preocupa cientistas no Brasil

Gabriel Kazuo

13 de agosto de 2021
Atualização:14 ago 2021 às 12:50

Cientistas brasileiros descobriram uma informação grave sofre a variante gama da Covid-19, popularmente conhecida como P.1. Segundo eles, o genoma do vírus sofreu uma mutação, ainda desconhecida, e que pode torná-la inclusive mais perigosa que a Delta.

Chamada agora de variante gama Plus, sua principal mudança foi na velocidade de infecção, que aumentou consideravelmente, se tornando semelhante à variante Delta. Contudo, não se sabe ainda se as duas poderão competir por espaço no Meio-Ambiente, ou se uma prevalecerá, em relação à outra.

Esta descoberta só foi possível após uma análise de 502 amostras de pessoas infectadas pela Covid-19. Ao analisar o genoma de cada vírus, pode-se observar que alguns pacientes apresentavam versões diferentes da variante gama, sugerindo assim que o vírus teria sofrido a mutação.

Para piorar a situação, já se sabe inclusive que a nova variante gama está já espalhada pelo Brasil, e já houve pessoas infectadas por ela, e que foram testadas para a análise do novo genoma em Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Goiás e Tocantins.

Quais os riscos da nova variante gama?

Antes de mais nada, é preciso esclarecer que a variante P.1 sofreu diversas alterações ao longo desse ano, criando novas cepas, mas a que é mais perigosa é a gama Plus. Esse perigo é confirmado por ela se aderir rapidamente às células humanas, aumentando assim a chance de infecção.

Os cientistas explicam que essa mutação só foi possível por conta da incompetência, aliada à irresponsabilidade do Poder Público e da Sociedade, em não conseguir conter a disseminação da Covid-19, permitindo que ela sofresse essas mudanças, ao longo do ano.

O maior temor é que ela acabe gerando uma quarta onda da pandemia, e se ela se unir com o aumento dos casos da variante Delta, o poder destrutivo delas pode ser extremamente maior que a segunda onda, que já foi devastadora, e  que a terceira, mais fraca e imperceptível.

Para evitar que isso ocorra, é necessário acelerar o ritmo da vacinação no Brasil, principalmente em relação à segunda dose, já que quem foi vacinado só com a primeira não está protegido contra a chegada da variante gama Plus.

Inclusive, caso o vírus atinja uma pessoa já vacinada com uma dose, ele poderá facilmente se adaptar aos anticorpos gerados, evoluindo para uma nova cepa que seja imune à vacinas. Por conta disso, eles alertam que quem já tomou a primeira dose deve tomar mais cuidado, em relação aos não vacinados.

Contudo, o que seve de ”alento” para os pesquisadores é que, no Brasil, a variante Delta cresce num ritmo mais lento que o esperado, significando que ela está perdendo a ”disputa territorial” com a P.1, e que essa nova mutação pode aumentar seu poder, tornando a única que mais infecta e mata no país, facilitando o seu controle.

Gabriel Kazuo

Formando em jornalismo pela faculdade ESAMC, é jornalista de editoria geral no Correio do Interior. gabriel.kazuo@correiodointerior.com.br

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *