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Tragédia de Taguaí completa 3 meses nesta semana

Gabriel Kazuo

22 de fevereiro de 2021 - updated: 22 fev 2021 às 10:15

A tragédia de Taguaí, envolvendo um ônibus e um caminhão, na região de Itapetininga, completa 3 meses nesta semana. Os laudos iniciais do acidente foram divulgados neste domingo (21), pelo programa Fantástico, da Rede Globo, mostrando que a colisão não aconteceu por problemas no ônibus.

No primeiro boletim investigativo obre o caso, a Polícia Civil conseguiu desmentir a versão do motorista, que afirmou ter perdido o controle do ônibus, por falha nos freios. Os peritos também analisaram o trecho da rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho, e constataram que ela estava em perfeito estado de conservação, no dia 25 de novembro, quando a tragédia aconteceu.

Outra análise que foi feita foi na parte interna do ônibus, que também revelou que o veículo estava funcionando normalmente. Logo, segundo os investigadores, já pode-se dizer que o acidente aconteceu por falha humana, e que o motorista que causou a tragédia pode ser enquadrado no crime de homicídio.

Outro fato que depõe contra o motorista é que ele já conhecia o trajeto por 8 anos, e que ele poderia ter evitado o acidente, já que sabia os pontos da rodovia que não poderia ultrapassar.

O que diz a Defesa

O advogado de defesa do motorista Mauro Aparecido de Oliveira reafirmam a versão dada por ele, inclusive tendo testemunhas que comprovam que o ônibus perdeu mesmo o freio, provocando a tragédia:

“Haverá um conflito probatório nos autos e vai caber obviamente ao juiz discernir essa questão. Nós temos testemunhas que comprovam que não houve, por exemplo, uma ultrapassagem.”, disse. “O Mauro, no momento que está vivendo sob intenso sofrimento, sob medicação. E havia uma relação subjetiva de afetividade com todos os componentes do ônibus. Isso favorece o perdão judicial.”

O laudo ainda confirmou que o ônibus que pertence a empresa Star Turismo não tinha permissão de realizar o transporte intermunicipal, e também foi descoberto que os pneus do ônibus estavam carecas. Em nota, o advogado da Star Turismo disse que a manutenção dos ônibus era realizada semanalmente e que a empresa ainda não foi notificada sobre a suspensão da autorização para fazer o transporte intermunicipal.

Outras pessoas que podem ser indiciadas fazem parte de três empresas de roupas que contrataram os serviços da Star Turismo, de forma ilegal. Eles podem responder judicialmente por terem colocado a vida dos funcionários em risco. Os advogados delas não se pronunciaram sobre o caso.

Gabriel Kazuo

Formando em jornalismo pela faculdade ESAMC, é jornalista de editoria geral no Correio do Interior. gabriel.kazuo@correiodointerior.com.br

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