Trabalhador é resgatado em situação de trabalho escravo em Mairinque

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Trabalhador É Resgatado Em Situação De Trabalho Escravo Em Mairinque

Na sexta-feira (05/09), uma operação conjunta entre o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério do Trabalho e Emprego – MTE resultou no resgate de um homem submetido a condições de trabalho análogas à escravidão em uma propriedade rural de Mairinque.

O trabalhador, natural da Bahia, havia chegado ao estado há apenas duas semanas, após responder a uma oferta de emprego publicada em um site de classificados online. Sem contrato formal, ele foi levado a um alojamento improvisado e insalubre, onde vivia em condições extremamente precárias.

Segundo os agentes envolvidos na ação, o homem foi instalado em um pequeno casebre sem ventilação, com paredes mofadas, telhado de amianto e instalações elétricas expostas. O banheiro apresentava condições de higiene inadequadas, e o trabalhador dormia em um colchão velho, sem lençóis ou espaço para guardar seus pertences. A alimentação também era insuficiente.

Diante da gravidade da situação, o empregador assinou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), comprometendo-se a pagar R$ 14 mil ao trabalhador, valor que cobre verbas rescisórias e compensação por danos morais. O acordo também obriga o cumprimento das normas trabalhistas, incluindo registro em carteira, alojamento adequado e garantia de segurança e higiene no ambiente de trabalho. Além disso, o empregador deverá custear o retorno do trabalhador à Bahia.

O procurador Gustavo Rizzo Ricardo, responsável pela ação, destacou que o caso revela o uso indevido de plataformas digitais para atrair trabalhadores de forma enganosa, expondo-os a situações de exploração severa.

Além do TAC, o empregador poderá ser responsabilizado criminalmente por submeter o trabalhador a condições semelhantes à escravidão, conforme previsto no artigo 149 do Código Penal. O MTE também emitiu autos de infração por irregularidades como ausência de registro formal e condições inadequadas de alojamento. O trabalhador foi encaminhado à rede de assistência social do município.

Denúncias sobre trabalho escravo podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100 ou diretamente pelo site do Ministério Público do Trabalho