A internet via satélite da Starlink, empresa de Elon Musk, revolucionou o acesso à rede em áreas rurais e remotas. Com uma instalação simplificada no estilo “faça você mesmo”, o kit composto por antena e roteador entrega alta velocidade onde a fibra ótica não chega.
Entretanto, após seis meses de uso contínuo, é possível identificar pontos de atenção que o consumidor deve considerar antes de adquirir o produto. Abaixo, detalhamos as cinco principais desvantagens do sistema.
1. Assistência Técnica e Suporte
Diferente das operadoras tradicionais, a Starlink não possui técnicos que visitam a residência. Em caso de falha, o usuário deve ser autossuficiente para diagnosticar o problema. O contato com a empresa é feito exclusivamente via aplicativo ou site, o que se torna um desafio quando o cliente está justamente sem conexão. É um modelo de suporte passivo que exige paciência e certa habilidade técnica do usuário.
2. Custo Total de Manutenção
Embora o valor da mensalidade seja anunciado em torno de R$ 180,00, o custo final para o consumidor brasileiro é maior devido à carga tributária, elevando o gasto mensal para a faixa de R$ 245,00 a R$ 250,00. Além disso, o sistema de cobrança é rigoroso: o atraso no pagamento pode resultar na interrupção do sinal em apenas 48 horas.
3. Recuperação de Sinal após Queda de Energia
Em áreas rurais, onde a instabilidade na rede elétrica é comum, a Starlink apresenta um ponto negativo: o tempo de reinicialização. Após uma queda de luz, o sistema pode demorar consideravelmente para remapear os satélites e restabelecer a conexão, o que pode ser frustrante para quem tem urgência no uso.
4. Complexidade do Reset e Configuração
O processo de “reset de fábrica” não é feito por um botão físico comum. Ele exige que o usuário desconecte e conecte o cabo da tomada repetidamente (entre 6 a 8 vezes) em intervalos curtos. É um procedimento específico que, se não executado corretamente, impede a reconfiguração da rede. O sistema também é sensível a variações de tensão na rede elétrica, exigindo que o usuário saiba identificar se o problema é na internet ou na energia da casa.
5. Custo de Reposição de Hardware
Se houver um dano físico ou queima de um componente (seja na antena ou no roteador), o prejuízo é alto. Ao contrário das empresas de fibra ótica, que geralmente substituem o modem sem custos, o usuário da Starlink deve comprar um novo equipamento e pagar novamente os impostos de importação, o que representa um investimento significativo.
Entenda as modalidades do serviço
É importante lembrar que a Starlink oferece planos distintos para diferentes necessidades:
- Residencial: Destinado ao uso fixo em um endereço cadastrado.
- Viagem (Roam): Para uso em motorhomes ou acampamentos (mais caro que o residencial).
- Marítimo: Equipamento robusto para embarcações, com o custo mais elevado da categoria.
Conclusão: A Starlink é uma solução excelente para quem vive em zonas rurais ou áreas de risco onde outras operadoras não atuam. No entanto, o usuário ideal deve estar preparado para os custos elevados e para lidar pessoalmente com as configurações técnicas do sistema.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.

