Lei Rouanet. A imoralidade com o empreendedor brasileiro
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Lei Rouanet. A imoralidade com o empreendedor brasileiro

Igor Juan

19 de novembro de 2018
Atualização:19 nov 2018 às 13:31

O Brasil é o pesadelo de qualquer pessoa que queira empreender em alguma atividade econômica, pois são inúmeros os obstáculos que devem ser ultrapassados para que alguma atividade empresarial tenha êxito. Isso no caso dos meros mortais, pois se você fizer parte do seleto grupo de pessoas denominadas “artistas”, algumas dificuldades serão retiradas de seu caminho pelo bondoso governo e seu pacote de leis de incentivo à cultura. Imagine você, que quer abrir uma loja.

Precisa escolher um ponto comercial, fazer alguma reforma, comprar decoração, contratar um contador para acertar a burocracia, comprar produtos, fazer divulgação e ter em conta um bom valor para capital de giro. Então, para tudo isso, você deve ter um bom dinheiro para investimento, também chamado de capital inicial. Após tudo isso, você começa sua jornada rumo ao desconhecido e cruel mercado. Você investiu tudo o que tinha e mais um pouco, correndo o risco de dar certo e ter lucro, ou de dar errado e ter prejuízo. Agora, olhe que interessante. Se um artista ou produtor de cinema deseja criar um filme, ele verifica tudo o que irá ser gasto para a produção, sendo atores, figurinos, carros, cenários, burocracias, entre outras coisas, faz uma soma de tudo e ele simplesmente não investe nada. Sim! Isso mesmo. Ele não precisa investir nada para produzir o filme e ganhar o valor das bilheterias. Sabe por quê? Existe uma maravilhosa lei chamada Lei Rouanet, que é a lei 8.313/91, que leva o nome de seu criador, o diplomata Sérgio Paulo Rouanet, onde o governo deve destinar verba pública para a realização de projetos artístico-culturais.

Ou seja, quando a idéia é empreender para se obter lucro e esse empreendimento tem algum cunho artístico ou cultural, o governo investe e se tudo der certo, o idealizador da idéia, ou seja, o artista fica com todo o lucro. E se por acaso der tudo errado, ele não perde nada, pois o dinheiro investido não era dele. Não é uma maravilha de oportunidade empreendedora?

E como tivemos nos últimos 16 anos, um governo esquerdista corrupto, o qual tinha a intenção do aparelhamento do Estado, ou seja, colocar em todos os níveis de poder do país, companheiros que os ajudassem a se perpetuarem no poder, eles também utilizaram a lei Rouanet como forma de militância, ou seja, beneficiaram todos os artistas que de certa forma também contribuíssem para propagar para a população, de que o governo estava ao lado e a favor dos interesses do povo. Seria então ruim essa lei? Não. Essa lei deveria servir para que novos artistas sem dinheiro para investir ou pequenas produções pudessem ser beneficiadas, a fim de dar uma chance a eles e propagarem mais cultura.

Mas esses nunca conseguiram tais benefícios, pois não faziam parte da agenda criminosa esquerdista. Esperamos que em 2019, para o respeito a todos os brasileiros, respeito aos empreendedores brasileiros e respeito aos artistas pobres, ou essa lei seja extinta, ou seja, utilizada de forma correta.

Obs: Esse texto foi escrito sem utilizar recursos do governo ou da lei Roaunet.

Vicente Bernardes

Pensador livre, pai solteiro, Marketeiro, MICO-empresário, praieiro quando sobra dinheiro, pesquisador de assuntos que ninguém entende e fã de Chuck Norris, Stallone, Bruce Lee e Schwarzenegger.

Igor Juan

Jornalista de assuntos gerais, com especialização em assuntos de negócios e Política. Formando pela faculdade ESACM, com passagens pela RedeTV!, Jornal O Democrata, SP Agora e Band.

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