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Após 6 anos de falência, ex-funcionários da MABE se reúnem para buscar maneiras de receber direitos trabalhistas

Igor Juan

6 de maio de 2019 - updated: 06 maio 2019 às 15:59

O fechamento da Mabe do Brasil Eletrodomésticos, que resultou na demissão de mais de 1,3 mil funcionários, completou seis anos no último dia 03 de maio. Na ocasião, a multinacional alegava dificuldades financeiras para continuar a produção. Na tarde deste domingo (05), um grupo de ex-funcionários da fabricante de linha branca se reuniu em frente ao estádio municipal Dr. Novelli Jr., para debater assuntos relacionados aos seus direitos trabalhistas que se arrastam na justiça por muitos anos. O encontro foi organizado pelas redes sociais. Para Assis Santos, o objetivo da reunião foi para que os ex-companheiros possam cobrar, de uma forma coletiva, o sindicato da categoria sobre um posicionamento a cerca do que é deles por direito. “Foi bom rever os amigos da Mabe. Estamos convictos que será causa ganha. Infelizmente grande parte de quem trabalhou com a gente não pôde vir. Mas estamos aqui por eles também”, frisa Assis. José Gilvo Silva também destacou a importância da participação de todos os envolvidos. “É muito importante esses encontros para debatermos esse assunto de nosso interesse. Na época que a Mabe fechou, muitos pais de família passaram necessidades. Não é justo a gente trabalhar anos e anos e não receber nada”, explica. O próximo passo, segundo eles, será buscar amparo no sindicato da categoria e no judiciário.

Falência

Na época, a Mabe emitiu um comunicado apontando problemas de liquidez. A intenção da empresa era reestruturar sua operação, mas não foi o que todos os funcionários esperavam: na verdade tratava – se do encerramento das atividades da fábrica. Já em dezembro de 2015 foi a vez do encerramento das atividades das filiais em Campinas e Hortolândia, o que culminou no decreto de falência. Muitos trabalhadores foram surpreendidos com a notícia das demissões logo que voltaram de férias.

Em fevereiro de 2016, a Mabe decretou falência no México e pediu ajuda a sua filial no Brasil, que em abril do mesmo ano também decretou falência, deixando milhares de trabalhadores sem seus direitos trabalhistas. Segundo o documento de falência, a fabricante de fogões e geladeiras das marcas Dako e Continental não cumpriu as obrigações do acordo de recuperação, como pagar credores e manter pagamento de funcionários.

Em outubro de 2017, a Electrolux comprou a marca Continental da massa falida da Mabe por R$70 milhões de reais, sendo assim a nova detentora do nome no Brasil.

**Reportagem – Henrique Caetano, Rádio Convenção Itu 

Igor Juan

Jornalista editor-chefe do Correio do Interior desde 2016. Formando pela faculdade ESACM Sorocaba. Atuou na RedeTV! e demais meios de comunicação. Correspondente do Jornal Metrópoles em SP com o Correio do Interior MTB: 0082709/SP.

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