Sorocaba é a 7º em ranking estadual entre cidades que mais realizaram testes de sífilis e HIV


06/01/2020 l Atualizada em - 06/01/2020 às 10:36

Sorocaba é a 7º em ranking estadual entre as cidades que mais realizaram testes de sífilis e HIV no ano de 2019. De acordo com a Secretaria da Saúde Municipal, cerca de 55 mil testes rápidos foram fornecidos às unidades de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde). Houve um aumento de 55% em testes, em comparação com o ano de 2018. Ou seja, 35 mil testes a mais.

Segundo a Secretaria, durante o ano foram realizadas 44 ações extramuros para conscientizar a população sobre as ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis). Foram feitas ações na praça central, nas escolas estaduais, municipais, técnicas e universidades. O trabalho também foi atuante nos eventos LGBT e de outras representações sociais, em penitenciárias, em instituições de apoio a pessoas em situação de rua, em associações e sindicatos pela cidade, além de baladas e shows.

De acordo com o secretário da Saúde, Ademir Watanabe, a atual gestão qualificou 725 profissionais das áreas da saúde e educação em 32 capacitações. “O objetivo foi a sensibilização e qualificação dos enfermeiros para tratamento da sífilis, dos agentes comunitários de saúde, dos profissionais das unidades de urgência e hospitais maternidades. E também dos trabalhadores da Atenção Básica para realização de testagem rápida e aconselhamento, dos docentes e alunos de universidades parceiras”, explica o titular da pasta.

Três encontros de qualificação dos docentes de ciências e orientadores pedagógicos das escolas municipais de anos finais foram feitos. O resultado da ação originou um projeto de educação em saúde sexual com metodologia específica que já foi pactuado com a gestão atual e será iniciado em 2020 nessas escolas municipais participantes.

Intensificado entre adolescentes

Segundo a coordenadora do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) da SES, Helena Solla, mais de 4 mil adolescentes dentro das escolas públicas de Sorocaba foram abordados com diálogos sobre educação/saúde sexual. “No período do Carnaval, de forma inédita, impulsionamos conteúdo sobre prevenção no Facebook e atingimos mais de 50 mil adolescentes e jovens sorocabanos. Ainda nesse período, também fizemos veiculação de conteúdo por outdoors”, conta.

Durante todo o ano, com a colaboração da Secretaria de Comunicação (Secom), houve campanha publicitária de ampla abrangência entrevistas nas rádios, TVs, canais das redes sociais, incluído lives e podcast. Também foi possível a realização de debates no SESC e audiências públicas na Câmara Municipal.

Ainda segundo Helena, os vínculos entre SUS foram estreitos com organizações que representam ou trabalham com as populações prioritárias em relação ao HIV, como a Associação Transgênero de Sorocaba, o Conselho dos Direitos da População LGBT+, as penitenciárias e CDP, o SOS e as Secretarias Municipal e Estadual de Educação. 


Prêmio pela redução da sífilis em bebês

No dia 22 de outubro, Sorocaba recebeu o Prêmio “Luíza Matida” pela redução da sífilis congênita transmitida de mãe para o filho na gestação ou no momento do parto. A premiação foi feita pelo Governo do Estado de São Paulo e aconteceu no Centro de Convenções Rebouças, durante a 10ª Jornada Paulista de Doenças Sexualmente Transmissíveis e 4ª Semana Paulista de Mobilização Contra a Sífilis.

De acordo com a coordenadora do CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento), Helena Solla, o diagnóstico precoce, com o uso de testes rápidos, e a atenção adequada no pré-natal reduzem a transmissão vertical. “A vigilância e busca ativa que os profissionais realizam às gestantes, com exames positivos para o tratamento precoce e suas parcerias sexuais, são essenciais para protegermos nossos bebês dessa infecção. E, dessa forma, colaborarmos com um futuro mais saudável”, pontua.

Além disso, a cidade melhorou o indicador de adesão ao tratamento antirretroviral de 75,5% (2018) para 81% (2019). Esse será um ponto vital dos trabalhos em 2020 para a evolução no controle das ISTs.

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