Secretário do governo de Sorocaba é preso por sonegação fiscal
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Secretário do governo de Sorocaba é preso por sonegação fiscal

Igor Juan

12 de maio de 2021
Atualização:12 maio 2021 às 12:24

O secretário de Recursos Humanos da Prefeitura de Sorocaba, Rodrigo Onofre, foi preso preventivamente durante uma operação de combate a sonegação fiscal, fraude estrutural, lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito e organização criminosa, na manhã desta quarta-feira (12). Um casal suspeito de sonegar R$ 1 bilhão do Fisco paulista também foi preso na cidade.

O secretário é considerado o responsável pela organização das empresas fraudulentas utilizadas pela organização criminosa. Ele foi apresentado na Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Sorocaba e será ouvido em São Paulo.

Rodrigo Onofre é advogado e já atuou como analista financeiro de uma empresa multinacional e assessor jurídico da Câmara Municipal de Sorocaba. Ele foi nomeado pelo prefeito Rodrigo Manga (Republicanos) no ano passado e ocupa o cargo de secretário municipal desde janeiro deste ano.

Agentes do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), do Ministério Público, da Secretaria da Fazenda e da Procuradoria Geral do Estado cumprem 38 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão. 11 pessoas já foram presas em todo o estado de São Paulo.

Entre os alvos da Operação Noteiras estão empresários, advogados e contadores de empresas e pessoas físicas, em 23 endereços nos municípios de Guarulhos, Sorocaba, Votorantim, Indaiatuba e Pilar do Sul (SP), além de 10 mandados em Alagoas.

Em nota, a Prefeitura de Sorocaba informou que o caso em questão não tem relação com a administração municipal. “As informações que foram passadas é que se trata de um trabalho prestado anos atrás pelo secretário a uma empresa da iniciativa privada que está sob investigação”, disse.

Operação Noteiras

A Operação Noteiras investiga um esquema de sonegação fiscal criado por um grupo de empresários do setor de plástico. A apuração começou há dois anos, quando empresas de fachada foram descobertas em Alagoas.

Nesta manhã, as equipes saíram da sede do Ministério Público em São Paulo. São cerca de 60 agentes fiscais da Secretaria da Fazenda, nove procuradores da Procuradoria Geral do Estado, cinco promotores do MP e oito policiais civis de Maceió (AL).

O Dope destacou 140 policiais e 60 viaturas para a ação. Os presos e os materiais apreendidos vão ser levados para a Divisão de Capturas.

O Correio do Interior é produzido por jornalistas que apuram e chegacam informações dos fatos diariamente notíciados no jornal.

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