Retorno às aulas na rede particular do Estado é aprovada com ressalvas
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Retorno às aulas na rede particular do Estado é aprovada com ressalvas

Gabriel Kazuo

5 de fevereiro de 2021
Atualização:05 fev 2021 às 15:32

As aulas presenciais já voltaram na rede particular de ensino em São Paulo, desde o dia 01 de fevereiro, após 10 meses de paralização por conta da pandemia de Covid-19. Esse retorno está acontecendo de forma híbrida, com 35% de ocupação nas salas de aula, e escalonamento de turmas, que ora estudam na instituição de ensino, ora assistem aulas em casa.

Especialistas ouvidos pelo Correio do Interior contam que o balanço dessa primeira semana é positivo, pois as instituições de ensino estão respeitando os protocolos exigidos pelo Plano SP, entretanto relatam que muitas delas não estão deixando as salas de aula bem ventiladas.

Professores relatam que, em algumas instituições de ensino no Estado, eles estão sendo obrigados a usarem máscaras de tecido com o logotipo das instituições, que são menos seguras que as máscaras hospitalares descartáveis. Em Jaguariúna, alguns pais contam que professores estão dando aulas só com as face shields, sem uso de máscaras.

Segundo Vitor Mori, do Observatório Covid-BR, manter as salas de aula bem arejadas é essencial para que o vírus não circule no ambiente e contamine quem estiver dentro dele.

“Em muitos lugares melhorar a ventilação significaria fazer um investimento na infraestrutura das salas, porque tem janelas que não abrem, escolas que não foram construídas de forma muito arejada. Então acho que o principal desafio seria ter uma padronização da ventilação”, explica.

O uso de ventiladores nos locais, diferentemente do que muitos podem pensar, não é a melhor forma de se arejar o ambiente, e muito pelo contrário, só aumenta o risco de contaminação pelo vírus:

”Mas a ventilação com ventilador não é indicada porque pode fazer com que as gotículas expelidas por um aluno contaminado se propaguem a uma distância maior”, disse Mori.

Em relação às máscaras, ele explica que não há nenhuma diferença entre as máscaras de tecido e as máscaras descartáveis, só que as utilizadas nos hospitais são as mais recomendadas para o uso.

Em relação ao caso de Jaguariúna, Alexandre Naime, cientista da Unesp, disse que ó o uso de face shield é completamente ineficaz na proteção contra o vírus, e que seu uso junto com as máscaras é recomendável. Na cidade, muitas instituições dizem que o uso de máscaras está ”atrapalhando” a comunicação entre aluno e professor, o que não se justifica:

“O face shield usado sozinho é absolutamente não recomendado. Se o professor puder usar a máscara e o face shield, tudo bem. Mas se tem alguém risco nessa história de volta às aulas são os professores”.

Vitor Mori afirma que, para as crianças, o ideal é o uso de máscaras de tecido, pois as máscaras hospitalares são muito grandes para elas. Entretanto, ele recomenda que os pais fiquem atentos para que ela se ajuste bem npo rosto das crianças:

“Pros alunos é difícil porque as máscaras profissionais, como as cirúrgicas, não servem no rosto das crianças e adolescentes. Neste caso, pode ser máscara de pano, mas é importante avaliar se ela é boa e se está bem ajustada ao rosto. Eu vejo que as pessoas não prestam atenção aos vazamentos laterais”,

O Correio do Interior é produzido por jornalistas que apuram e chegacam informações dos fatos diariamente notíciados no jornal.

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