
O magistério municipal de Mairinque está em pé de guerra contra a proposta de um novo plano de carreira enviado à Câmara pela atual gestão. Em um comunicado da associação de professores de São Roque e região, convoca um “chamado à luta” para ocupar o plenário da Câmara Municipal e impedir a aprovação do projeto, classificado como uma “tentativa de retirar direitos históricos” e “precarização da carreira”.
Apesar de a administração municipal apresentar o projeto sob o discurso de “modernização” e “valorização”, os professores e professoras alegam que o texto esconde um retrocesso nas conquistas da categoria, engessando a progressão profissional e ameaçando a dignidade salarial.
O ponto de controvérsia
A principal crítica reside nas mudanças propostas no estatuto de carreira. Segundo o comunicado do magistério:
- Progressão Condicionada: A progressão de carreira passa a ser condicionada à disponibilidade orçamentária, o que, para os educadores, significa que o aumento não será garantido, ficando à mercê de “cálculos frios” do orçamento municipal.
- Limitação e Rigidez: A evolução horizontal será atrelada a avaliações rígidas e exigirá uma nota mínima alta para ser concedida.
- Percentuais Limitados: O projeto estabelece limites nos percentuais de aumento: 3% por classe e 5% por nível, vistos como insuficientes para uma valorização real.
- Extinção de Cargos: O novo estatuto centraliza todos os cargos no regime estatutário, extinguindo cargos celetistas e substitutos.
“Não podemos aceitar que a Prefeitura trate os educadores como números em planilhas. Somos nós que sustentamos a qualidade da educação municipal,” afirma o texto de convocação, que critica a gestão por escolher o “caminho da restrição e da desvalorização” em vez de reconhecer o papel essencial do magistério.
Falta de diálogo e transparência
Outra situação destacada pela categoria é a falta de diálogo e transparência por parte do Prefeito Eduardo Thomaz.
“Prefeito, não falte com a verdade: não houve diálogo com a categoria, nem com o Conselho Municipal,” questionam os professores, desafiando a administração a comprovar as “amplas discussões” mencionadas na mensagem do projeto. “Mostre as atas, mostre os documentos que comprovem tais discussões.”
A convocação é clara e direta: “É hora de ocupar, resistir e exigir respeito.” O objetivo é mostrar força e unidade na Câmara Municipal para barrar o projeto, sob o lema: “Magistério unido jamais será vencido!”
O desfecho desta mobilização é crucial, pois, segundo os educadores, a aprovação do projeto representaria “abrir mão do futuro da carreira e da própria escola pública”. O Legislativo de Mairinque será o palco da decisão sobre o futuro do plano de carreira e da valorização dos professores nos próximos dias.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.







