Professores municipais de Mairinque alegam ter que trabalhar aos sábados em sobrecarga

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Profissionais da rede municipal de ensino de Mairinque estão denunciando uma série de problemas que, segundo eles, têm comprometido a qualidade do ensino e sobrecarregado a categoria. As queixas são de que a atual gestão tem priorizado a visibilidade política em detrimento do trabalho pedagógico, resultando em desvalorização e exaustão.

O ano letivo, que deveria ter começado na primeira semana de fevereiro, teve um atraso de quase duas semanas, iniciando apenas no dia 14. Além disso, houve um atraso significativo na entrega de materiais escolares, agravando a situação dos alunos. Para tentar compensar o tempo perdido, a Secretaria de Educação teria imposto aos professores a presença em escolas aos sábados, sem a presença dos alunos e, mais grave, sem qualquer tipo de pagamento por horas extras.


​”É uma medida burocrática que não traz benefício para o aprendizado, pois não há interação com os estudantes”, afirma um dos educadores, que preferiu não se identificar. “É apenas uma forma de consumir nosso tempo para corrigir um problema causado pela própria Prefeitura.”


​A situação se agrava com a cobrança por projetos extracurriculares, como o de comemoração do aniversário da cidade. Professores relatam que a execução dessas atividades são importantes e apoiam, mas nesse contexto estão desviando o foco do currículo, e são feitas sem nenhum apoio financeiro ou de materiais por parte da prefeitura. Eles alegam que a gestão municipal está mais interessada em “fotos e vídeos para as redes sociais” do que na qualidade do ensino.

A carga de trabalho já é um ponto de estresse, com muitos profissionais atuando em duas escolas, agora sem o merecido descanso aos finais de semana.

O acúmulo de tarefas, somado ao desgaste emocional, tem gerado desmotivação e a sensação de desrespeito. Para piorar, o erro no planejamento inicial estendeu o ano letivo até 23 de dezembro, invadindo o período de festas e descanso.

Os professores de Mairinque esperam que a gestão reavalie suas prioridades, valorize seus profissionais e trate a educação com a seriedade necessária, focando no aprendizado real dos alunos em vez de em ações de propaganda institucional ou política.