Prisão de morador de Mairinque por furto de petróleo chega ao núcleo da Prefeitura

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A prisão de um morador de Mairinque na manhã desta quinta-feira (22/01), pelo GOE, acusado de integrar uma quadrilha do Rio de Janeiro, especializada no furto de petróleo, em dutos da Transpetro, passa a exigir esclarecimentos públicos.

A companheira do preso, Washington Tavares de Oliveira, é Gisele Cristina Boni Tavares, servidora pública comissionada. No início da atual gestão, ela ocupava o cargo de assessora especial, atuando junto ao gabinete do prefeito Eduardo Thomaz. Posteriormente, em julho de 2025, foi nomeada diretora do Departamento de Administração Interna, conforme Portaria nº 322/2025.

O cargo é de direção, de livre nomeação e exoneração, e está inserido no centro da engrenagem administrativa da Prefeitura de Mairinque. Nesta função, Gisele Cristina Boni Tavares recebe salário mensal de R$ 7.529,66, pagos com dinheiro público.

É fundamental registrar: não há, até o momento, imputação de crime à servidora. No entanto, diante da gravidade do caso, a situação ultrapassa o noticiário policial e alcança o campo institucional, administrativo e ético sobre a prisão de seu marido.

Caberá agora às autoridades policiais e aos órgãos competentes verificar se Gisele Cristina Boni Tavares tinha ou não conhecimento das ações de seu marido, bem como se existe qualquer possibilidade de interferência, influência ou risco à administração pública municipal, considerando o cargo estratégico que ocupa.

A apuração deverá alcançar, inclusive, a verificação sobre eventual participação direta ou indireta da servidora em qualquer ação relacionada aos fatos investigados, ainda que no campo do conhecimento prévio, apoio ou facilitação.

Trata-se de medida necessária para afastar dúvidas, preservar a lisura da administração pública e garantir transparência total à população.

Quando investigações criminais de grande repercussão encostam na estrutura do poder público, o silêncio institucional deixa de ser prudência e passa a ser problema. Por essa razão, o jornal Correio do Interior continuará acompanhando o caso e aguarda um posicionamento oficial da Prefeitura de Mairinque e do prefeito Eduardo Thomaz.