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Prefeita de Araçariguama fala em ‘perseguição’ após prisão do marido por cobrança de propina

Igor Juan

16 de outubro de 2019
Atualização:16 out 2019 às 12:11

Na manhã desta quarta-feira (16), a prefeita de Araçariguama, Lili Aymar (PDT), publicou um vídeo em rede social, relatando que sofre perseguição junto a sua família, em relação ao caso em que seu marido, o ex-prefeito Carlos Aymar foi preso na segunda-feira recebendo R$ 15 mil em pagamento de propina de um conjunto habitacional para ser construído na cidade com 840 casas.

No vídeo Lili diz que ela e a família estão enfrentando uma luta desde que a prefeitura interditou a construção de um aterro sanitário na cidade em janeiro de 2019, como motivo que o mesmo traria danos ambientais.

A situação vivida pela equipe de Governo de Lili Aymar tem sido bem agitada desde o início de seu mandato. Em fevereiro ela foi afastada do cargo após ser cassada pela Câmara dos Vereadores pelo suposto uso de verbas públicas irregularmente no aluguel de imóveis. Dias depois, a Justiça aceitou a liminar da defesa, que pedia a anulação do decreto do Legislativo e Lili voltou ao cargo.

Em trecho final do vídeo, emocionada, Lili comenta que voltou ao cargo graças à “justiça divina” e à “justiça dos homens”.

Na tarde de ontem – terça-feira (15), o Ministério Público pediu o afastamento de Lili ao cargo de prefeita da cidade, alegando que não há condições dela permanecer à frente da administração pública após seu marido ser preso dentro do paço municipal junto ao Secretario de Governo, Israel Pereira, recebendo o pagamento de propina. A prisão foi feita pela DIG de Sorocaba, após cinco meses de investigação.

O Correio do Interior procurou Lili Aymar através de sua assessoria de comunicação para pediu uma posição sobre o pedido do Ministério Público, mas não tivemos retorno até o fechamento desta matéria (12h).

Prisão de Carlos Aymar

Em audiência de custodia na terça-feira (15), a Justiça decretou a prisão preventiva de Carlos Aymar e o Secretario de Governo, Israel Pereira.

Aymar também ficará preso por um crime sexual cometido em 1982, sendo a prática de ato libidinoso. Ele foi levado para a Penitenciária P2, no bairro Aparecidinha, em Sorocaba, já Israel será encaminhado ao Centro de Detenção Provisória.

A Polícia Civil informou que os denunciantes do caso que estava sendo investigado há cinco meses, prestaram depoimento na DIG – Delegacia de Investigações Gerais, em Sorocaba, e revelaram novas situações sobre o esquema de propina proposto por Carlos Aymar.  Segundo a Polícia Civil, Carlos Aymar e Israel Pereira da Silva exigiram o pagamento de R$ 2 milhões de propina para a liberação de licenças para a construção de um conjunto habitacional.

Igor Juan

Jornalista editor-chefe do Correio do Interior. Formando pela faculdade ESACM Sorocaba. Atuou na RedeTV!

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