
Para quem costuma acompanhar os preços nas gôndolas do supermercado e torce por uma queda no valor do café, a notícia não é das melhores. A expectativa é de que o preço da bebida mais tradicional das manhãs brasileiras continue em alta até, pelo menos, 2027.
A projeção é do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), que aponta como principais causas os problemas na produção global e a demanda crescente.
Para se ter uma ideia, dados do IBGE mostram que, em março, o café acumulou alta de 77,78% em 12 meses. Só em 2025, o aumento já chega a 30%, sendo que entre fevereiro e março o reajuste foi de 8%.
O cenário de valorização do café é reflexo da queda na oferta mundial — puxada por safras menores no Brasil e no Vietnã —, além da valorização do dólar e da especulação nos mercados internacionais.
Na última safra, o preço da saca chegou a US$ 582, o maior patamar desde 1977, segundo o Cecafé. Atualmente, a cotação gira em torno de US$ 476, valor ainda muito acima da média histórica.
Assim como outras commodities, o café é afetado por movimentos financeiros, com negociações nas bolsas que antecipam tendências e acabam elevando os preços para além dos fatores ligados ao clima, produção ou consumo.
Mesmo com essa pressão, o impacto para o consumidor final tem sido, até agora, mais moderado. Em supermercados de Mairinque e São Roque, por exemplo, a média de preço do pacote de café está entre R$ 34. Brevemente ao que apurado pelo Jornal Correio do Interior nesta quarta-feira (21/05), o café da marca Pilão, extra forte, pacote de 500 gramas à venda no São Roque Supermercado São Roque, custa R$ 34, 99.
Segundo o Cecafé, parte do aumento ainda não foi totalmente repassado ao consumidor, numa tentativa dos lojistas de manter a fidelidade dos clientes. Ainda assim, a tendência é de que os valores sigam pressionados ao longo do ano.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.




