
O verão de janeiro, que termina em março, está diferente em Sorocaba, São Roque e região. As tradicionais tardes quentes de janeiro deram lugar a um clima mais ameno, e com madrugadas frias e temperaturas que lembram mais o outono do que a estação mais quente do ano.
Moradores das duas cidades têm sentido a mudança no dia a dia. As manhãs começam geladas, com termômetros marcando temperaturas bem abaixo da média para janeiro, e mesmo quando o sol aparece, ele surge tímido entre as nuvens, sem força suficiente para aquecer como esperado.
O que causou essa virada no clima?
De acordo com meteorologistas, a mudança começou com a passagem de uma frente fria mais intensa que o normal para o mês. O sistema trouxe ar polar para a região e encontrou condições perfeitas para se manter por dias: muita nebulosidade, chuvas frequentes e ventos constantes que impedem o aquecimento natural durante o dia.
Em Sorocaba, o cenário tem sido de céu carregado, com sol aparecendo apenas em períodos curtos e sempre entre nuvens. As pancadas de chuva à tarde e à noite se tornaram frequentes, deixando o ar úmido e reforçando a sensação térmica abaixo do esperado.
São Roque, por sua localização em área de altitude mais elevada, sente o frio com ainda mais intensidade. As madrugadas na cidade serrana têm registrado temperaturas que chegam a surpreender moradores e comerciantes, que precisaram guardar as roupas de verão e voltar a usar casacos e agasalhos.
Impactos no cotidiano
O clima atípico tem afetado a rotina da população. Piscinas e clubes, que costumam ficar lotados nesta época, registram movimento reduzido. O comércio de roupas de verão também sente o impacto, enquanto a procura por agasalhos e produtos de inverno surpreende lojistas.
Na agricultura regional, produtores acompanham com atenção os efeitos das chuvas constantes e das temperaturas mais baixas em cultivos sensíveis ao clima. A combinação de frio e umidade exige cuidados redobrados, especialmente em áreas de hortaliças e frutas.
Apesar do desconforto para quem esperava aproveitar o calor de verão, especialistas lembram que essas variações fazem parte da dinâmica climática natural. O importante é que a população se mantenha atenta às previsões do tempo e se prepare adequadamente para as condições adversas dos próximos dias.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.







