Policia já ouviu mais de 20 pessoas, mas diz que falsas denuncias atrapalham investigações do caso Aline


21/09/2019 l Atualizada em - 21/09/2019 às 9:26

Cerca de 20 pessoas já foram ouvidas pela Polícia Civil ouviu nas investigações sobre a morte da jovem Aline Dantas, de 19 anos, em Alumínio. A vítima saiu de casa para comprar fraldas no dia 8 e foi encontrada morta em um matagal. Vídeos de câmeras de segurança mostram que ela foi seguida antes de desaparecer.

De acordo com a delegada da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), de Sorocaba, além de ouvir testemunhas que possam ajudar a encontrar o autor do crime, a polícia também tem o trabalho de filtrar as informações falsas que surgem sobre o caso, e que acaba atrapalhando as investigações, ressaltada  a delegada Luciane Bachir.

A Polícia Civil aguarda laudos dos Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML). Por enquanto não foram apresentados suspeitos.

O caso

Aline foi morta quando saiu de casa para comprar fraldas para a filha, na tarde de um domingo. Ela foi vista em uma farmácia, mas desapareceu em seguida. O corpo foi encontrado em um matagal e estava parcialmente queimado.

No último domingo (15), moradores de Alumínio realizaram uma manifestação em homenagem à Aline. Com roupas brancas e cartazes pedindo justiça para a jovem, centenas de pessoas participaram da passeata, que percorreu as ruas da cidade até chegar no início da trilha onde o corpo de Aline foi encontrado.

Amigos e moradores pediram doações de fraldas e leite para a filha de Aline e ajuda para a mãe da jovem, que é diarista e não voltou a trabalhar desde o crime. Quatro pontos de arrecadação foram montados na cidade.

O companheiro, João Vitor de Almeida, e a sogra de Aline não participaram da caminhada. Eles foram autorizados a deixar a cidade e estão na casa de parentes, cuidando da filha do casal, de um ano e nove meses.

Buscas

O corpo da jovem foi encontrado pela polícia, com ajuda de cães farejadores, coberto por pedaços de madeira e parcialmente carbonizado.

A Polícia Civil usou cães farejadores para periciar a roupa de duas pessoas como parte da investigação do assassinato. Uma das pessoas que teve a roupa periciada foi o marido de Aline, João Vitor. A outra não teve a identidade divulgada. O exame descartou a presença das duas pessoas no local do crime.

Folhas com manchas vermelhas, possivelmente de sangue, que foram apreendidas durante as buscas, e um pedaço de tecido encontrado com o corpo também serão analisadas.

Segundo a polícia, a identificação foi feita com base nos traços da vítima e de pedaços do vestido que ela usava no dia do desaparecimento.

A delegada Luciane disse que Aline tentou se defender das agressões. Segundo a Polícia Civil, o corpo da vítima apresentava marcas.

“Não se sabe como, mas ela tem lesão de defesa. Ela tem mancha no pescoço, mas não se sabe do que, se é uma esganadura, por exemplo. Também tem lesão na mão, a princípio sem perfurações. São lesões características de defesa”, explicou Bachir.

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