
Segundo as investigações da Operação Copia e Cola da Polícia Federal, o diretor-presidente do SAAE Sorocaba, Glauco Enrico Bernardes Fogaça, foi apontado pela PF como peça-chave em um esquema de propinas e fraudes em contratos que, somados, atingem o montante astronômico de R$ 194 milhões.
A investigação detalha uma ação em que Fogaça teria recebido R$ 65 mil com um único objetivo: vazar informações sigilosas de licitações para favorecer grupos específicos.
Os rastros dessa operação foram encontrados onde menos se esperava, mas onde a política e a família se confundem. Dados extraídos do celular de Josivaldo Batista de Souza — cunhado do prefeito afastado Rodrigo Manga — revelaram o que a PF chama de “contabilidade paralela”. Josivaldo foi preso na segunda fase da operação, e as mensagens sugerem um controle rigoroso sobre os repasses ilícitos.
O que causa ainda mais indignação é a audácia do esquema: mesmo após a deflagração das investigações, empresas citadas no esquema continuaram firmando contratos e operando junto ao Saae, como se as instituições fossem imunes à fiscalização.
Quem paga a conta?
O contraste é cruel. De um lado, planilhas de propina e contratos de centenas de milhões de reais. Do outro, o cidadão de Sorocaba que ouve que “não há verba” para acelerar o mutirão de exames ou para garantir que o remédio não falte na prateleira.
A Operação Copia e Cola não é apenas sobre números em um processo judicial; é sobre o dinheiro da sua saúde, da educação dos seus filhos e do asfalto da sua rua sendo desviado para bolsos particulares. A investigação avança, as prisões ocorrem, mas a pergunta que ecoa nos corredores das unidades de saúde de Sorocaba permanece: quando o respeito ao cidadão voltará a ser a prioridade?
Por enquanto, o sorocabano segue pagando — com seus impostos e com sua saúde — uma conta que ele nunca deveria ter assinado.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.







