Pessoas estão sendo contaminadas por doença de fungo negro no Brasil
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Pessoas estão sendo contaminadas por doença de fungo negro no Brasil

Igor Juan

3 de junho de 2021
Atualização:03 jun 2021 às 18:27

No dia 31 de maio, o CIEVS  – Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Estado do Mato Grosso do Sul recebeu uma notificação da cidade de Campo Grande sobre um caso de fungo negro. O paciente, que está com SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), está com o doença no cientificamente chamada de mucormicose no olho esquerdo.

O comunicado de risco foi publicado na terça-feira 1° de junho pela SES (Secretaria de Estado de Saúde). O homem de 71 anos é residente de Campo Grande e possui Diabetes Mellitus e Hipertensão Arterial Sistêmica. Além disso, ele tem histórico de SRAG.

O idoso começou a ter sintomas da síndrome em 9 de maio e em 18 de maio fez o teste RT-PCR, detectável para Covid-19. Com febre, dor de garganta, dispneia, desconforto respiratório, saturação O2 95%, fadiga, anosmia e ageusia, ele foi internado em UTI no mesmo dia, 18 de maio.

De acordo com o boletim da CIEVS, em 28 de maio ele “apresentou suspeita de mucormicose no olho esquerdo com equimose palpebral intensa e lesão necrótica superior poupando a borda, apresentando quemose conjuntival sanguinolenta e úlcera corneana”.

Sobre a evolução clínica do paciente, o boletim informa que ele está “instável hemodinamicamente, sem condições para transferência para instituição de maior complexidade”.

O que é o Fungo negro ?

Desde o início de maio, médicos na Índia começaram a registrar aumento de casos de mucormicose, que é uma infecção rara, conhecida como fungo preto. Os infectados eram pacientes com coronavírus ou que tinham se recuperado da covid recentemente. Segundo especialistas, isso acontece porque o sistema imunológico foi enfraquecido pelo vírus, ou seja, o paciente tem imunidade baixa.

A SES destaca que a “mucormicose geralmente ocorrem em pessoas que têm comorbidades ou utilizam medicamentos que diminuem a capacidade do corpo de combater algumas doenças”. O avanço da doença pode causar sintomas que se iniciam com dor orbital unilateral ou facial súbita, podendo conter obstrução nasal e secreção nasal necrótica.

“Há a possibilidade de ocorrer lesão lítica escura na mucosa nasal ou dorso do nariz, celulite orbitária e facial, febre, ptose palpebral, amaurose, oftalmoplegia, anestesia de córnea, evoluindo em coma e óbito”, informa o comunicado. Quando avançada a doença, o tratamento envolve remover cirurgicamente todos os tecidos mortos e infectados.

“Em alguns pacientes, isso pode resultar em perda da mandíbula superior ou às vezes até mesmo do olho”. Para cura são necessárias de 4 a 6 semanas de terapia antifúngica intravenosa. Por afetar várias partes do corpo, “o tratamento requer uma equipe de microbiologistas, especialistas em medicina interna, neurologistas intensivistas, oftalmologistas, dentistas, cirurgiões e outros”.

Igor Juan

Jornalista de assuntos gerais, com especialização em assuntos de negócios e Política. Formando pela faculdade ESACM, com passagens pela RedeTV!, Jornal O Democrata, SP Agora e Band.

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