Pesquisadores de Campinas explicam por que é tão fácil cair em uma Fake News
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Pesquisadores de Campinas explicam por que é tão fácil cair em uma Fake News

Gabriel Kazuo

7 de outubro de 2020
Atualização:07 out 2020 às 16:35

Desde 2016 vivemos com o fenômeno das Fake News, e seus impactos negativos para a vida das pessoas. Pesquisadores ligados ao ramo da Psicologia, de Campinas, ajudam a explicar os motivos das pessoas sempre acreditarem em boatos.

Segundo a Professora, graduada em Pós-Doutorado em Psicologia pela PUC, Raquel Guzzo, a falta de pensamento crítico é fator chave para pessoas caírem em Fake News:

“[As pessoas] pensam o mundo como foram ensinadas a pensar, reproduzem as crenças, os preconceitos, as preocupações, os valores que lhes foram passados ao longo de suas vidas”.

Ela acredita que combater as notícias falsas é muito difícil, pois muitas pessoas tem medo de descobrirem que tudo aquilo que elas achavam ser o certo, não passa de uma mentira. “O processo de tomada de consciência que permite entender, conhecer a realidade tal como ela é e não de acordo com as narrativas produzidas sobre ela nem sempre satisfaz e, muitas vezes, produz desconforto e ansiedade”.

De acordo com o mestre em sociologia pela Unesp e doutorando em ciência política na Unicamp Davi Carvalho, as pessoas acreditam em boatos, devido ao fato de que não conseguem mudar as suas convicções de mundo. Sendo assim, elas tendem a acreditar mais em fatos que corroboram a sua opinião, e relutam em concordar com informações que contradizem seus pontos de vista sobre algo:

“Você já tem uma conclusão prévia na mente, então vai pegar e trabalhar as evidências para construir uma narrativa para chegar naquela conclusão que já tinha chegado”.

Ele complementa que as pessoas tendem mais também a filtrar as informações que recebem, evidenciando mais as que batem com a sua opinião, e ”ignorando” fatos que vão contra o que elas pensam.

Como evitar as Fale News?

As medidas para evitar a disseminação de boatos é bem simples e já é conhecida por muitos, mas não basta lembrar as regras básicas:

  • Sempre cheque a fonte da notícia;
  • Desconfie se a informação for muito ”fantasiosa”;
  • Notícias falsas tem erros de português, tem tom alarmista, pedem para você compartilhar urgentemente e não possuem coesão ou coerência, logo não compartilhe algo desse tipo.

Gabriel Kazuo

Formando em jornalismo pela faculdade ESAMC, é jornalista de editoria geral no Correio do Interior. [email protected]

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