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OMS alerta que variante delta será predominante no Mundo

Gabriel Kazuo

22 de julho de 2021
Atualização:13 dez 2021 às 15:59

A Organização Mundial da Saúde, emitiu um alerta, na manhã desta quarta-feira (21), sobre a variante delta da Covid-19, que é ainda mais contagiosa e transmissível do que as demais variantes.

Primeiramente conhecida como variante indiana, a Delta já está presente em 124 países, inclusive no Brasil, superando até mesmo as demais variantes.

Inclusive, a tendência é que ela seja a cepa de Covid-19 mais predominante no Mundo ainda este ano. 

A variante delta se encontra principalmente em países mais populosos, como Índia, Rússia, Brasil e Reino Unido e mais pobres, como Bangladesh e Indonésia.

Contudo, os cientistas ainda não sabem se esses fatores demográficos interferem na transmissibilidade dessa cepa.

Apenas duas vacinas podem combater a variante Delta

No mesmo dia, um estudo divulgado no New England Journal of Medicne, no Reino Unido, deu conta de que as vacinas da Pfizer e da AstraZeneca são eficazes contra a variante Delta. Inclusive, explica que não é necessária a aplicação de uma terceira dose dos 2 imunizantes.

Segundo o relatório, com apenas 1 dose das vacinas da Pfizer ou da AstraZeneca, a eficácia contra a Delta varia de 30% a 36%. 3

Com as 2 doses aplicadas, a eficácia aumenta para 67% a 88%. Esses números, para efeito de comparação, superam a eficácia das 2 vacinas contra a cepa britânica.

Apesar do resultado animador, os pesquisadores alertam que eles precisam de mais sustentação, mas reforçam a necessidade das pessoas tomarem as 2 doses das vacinas.

Mesmo com este dado, há o temor de que essa nova variante acabe gerando uma quarta onda não só no Mundo, mas também no Brasil.

Cepa chega ao Mundo em meio à flexibilizações no isolamento social

O momento em que vivemos atualmente no Brasil não é diferente do já enfrentado no intervalo entre a primeira e a segunda onda da Covid-19.

Neste período, vários Estados derrubaram medidas de isolamento social, após uma melhora, e depois tiveram que fechar tudo novamente, quando a segunda onda começou.

Neste momento, na Europa, EUA, e Ásia, vários países começaram até mesmo a tornar o uso de máscaras não obrigatório e realizarem eventos de grande porte com aglomerações.

No Brasil, mesmo com os números altos provenientes da segunda e terceira onda, muitos Estados anunciam mais flexibilizações, inclusive São Paulo, e há quem já comece a cogitar o retorno dos jogos de futebol com público, mesmo com as ameaças dessa nova variante.

Gabriel Kazuo

Formando em jornalismo pela faculdade ESAMC, é jornalista de editoria geral no Correio do Interior. gabriel.kazuo@correiodointerior.com.br

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