
Um estudo recente trouxe contribuições enormes para quem deseja entender o mercado brasileiro de apostas. Se há algo que possa resumir os novos achados, isso é que o perfil do apostador brasileiro se divide em dois: e essa divisão é fundamental para saber como operar nessa indústria rica em movimentação financeira.
É possível resumir assim: 71% das apostas feitas ficam abaixo de R$ 50, mas contraditoriamente, 80% do valor arrecadado pelas casas de apostas vem de palpites acima de R$ 100. Em outras palavras, o público se divide entre os jogadores ocasionais, que apostam só por diversão na equipe do coração, e a minoria disposta a gastar mais. Esses últimos costumam apostar com menos frequência, mas tendem a empregar estratégias como em bet escanteios ou em desempenho de jogadores, e são justamente eles que mantêm o mercado funcionando.
Compreendendo mais dados essenciais
No estudo em questão, surgiram também outros insights interessantes sobre o público brasileiro:
- O público de 25 a 49 anos é a maior parte, com 76% do volume total de apostas. Ele também concentra 78,5% do valor total.
- Apostas entre R$ 100 e R$ 1.000 são apenas 11,7% do volume total, mas concentram 42,3% da quantia apostada por todos.
- A primeira metade de cada mês traz as maiores quantias de apostas, mas em volume de apostas, é o período entre os dias 16 e 23 de cada mês que lidera.
- São Paulo é responsável por 25,1% das transações de apostas e 23,9% do total do valor apostado. Mas, Bahia e Sergipe impressionam liderando na porcentagem de volume de apostas por habitante.
Montando o perfil exato do apostador brasileiro
Uma atividade comum entre equipes de marketing é traçar exatamente um perfil ou uma persona de um cliente. Isso ajuda a planejar as ações e a entender o que fazer para melhorar os resultados.
Que tal fazer esse exercício aqui? Daria para dividir os apostadores do Brasil entre aqueles que formam os 71% de apostas abaixo de R$ 50, e aqueles que sustentam o mercado, apostando mais de R$ 100, mas gerando 80% do valor.
| Dados do perfil | Apostador popular | Apostador mais experiente |
| O que o motiva a apostar | Vê como um entretenimento, aposta em jogos conhecidos | Vê como uma estratégia para obter resultados no longo prazo, ou aposta altos valores por hobby (ou ainda por exageros) |
| Faixa etária | 25 a 49 anos, mas deve incluir mais faixas etárias | Tem de 25 a 49 anos (maior renda disponível) |
| Condição socioeconômica | Classe média-baixa | Classe média, média-alta ou alta |
| Atraído por | Promoções, bônus, facilidade de jogar | Boas condições de saque, recursos como cash out, etc. |
| Frequência de jogo | Constante | Pode variar |
| Vantagem para a casa de apostas | Sustenta o tráfego e popularidade | Trazem o maior volume financeiro |
Embora esses perfis não sejam tão fixos, uma casa de apostas precisa saber identificar bem quem é seu público. Afinal, cada ação, cada recurso e cada decisão pode favorecer na atração e retenção de um tipo de apostador. Mas, e da perspectiva do usuário, o que dá para aprender com a pesquisa?
Se você é apostador: o que aprender com essa pesquisa?
Este estudo, embora feito principalmente para operadores, também pode ser muito valioso para o apostador que consegue perceber os detalhes. Veja alguns insights importantes:
- O fato dos apostadores de valores mais altos sustentarem o mercado financeiramente faz sentido, entretanto, também levante um alerta. A pergunta é simples: você aposta o que realmente tem disponível depois de outros gastos importantes do mês?
- Nos primeiros dias do mês, momento em que todos recebem os salários, a quantia apostada é maior. Isso levanta a pergunta: você lida com sua banca com inteligência? Ou aposta mais quando tem mais dinheiro? O ideal é manter um valor constante, de baixa variação. Isso prova que há uma tática por trás, e não um mero achismo.
- Entenda onde você quer se encaixar. Ou seja, é um apostador popular, que manterá os baixos valores sem muita expectativa, ou um apostador mais focado em resultados maiores?
O que essa pesquisa representa no nível macro
Um último dado curioso da pesquisa é a de que o nível de conhecimento sobre os usuários cresceu bastante estatisticamente. Em outras palavras, isso pode representar uma consolidação do próprio mercado brasileiro de apostas, sobretudo depois da regulamentação no fim de 2023. A ideia é que, nos próximos meses, com a integração entre as casas de apostas e outros operadores, novas pesquisas já ilustrem com qualidade ainda maior o perfil do apostador brasileiro.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.







