Novo ataque americano a Bagdá mata comandante de milícia iraquiana pró-Irã

Igor Juan - Correio do Interior

03/01/2020 l Atualização 03/01/2020 às 23:47

Nos jornais impressos, portais de notícias e telejornais do Oriente Médio, Estados Unidos e demais Nações o assunto soa como alerta

Um novo ataque aéreo americano matou Shibl al-Zaydi, comandante da milícia iraquiana pró-Irã Hashd al-Shaabi, no norte de Bagdá, segundo a TV estatal, no dia seguinte ao bombardeio que matou o líder desta coalizão de milícias e o poderoso general iraniano Qassem Soleimani.
Além do comandante, mais cinco pessoas, possíveis membros de uma milícia das Forças de Mobilização Popular, foram mortas no bombardeio. O novo ataque provavelmente se deu por drones norte-americanos contra carros, ás 4h46 da madrugada no oriente médio – 21h30 no Brasil. As informações são da agência Reuters.

Envio de soldados dos EUA

Os Estados Unidos irão enviar um contingente extra de 3.000 a 3.500 militares americanos ao Oriente Médio depois do ataque que matou Soleimani, ao que Irã prometeu uma “séria vingança”. O presidente americano, Donald Trump, disse que o general Soleimani foi morto quando estava prestes a atacar diplomatas americanos, mas insistiu em que Washington não visa a derrubar o governo iraniano. “Não agimos para iniciar uma guerra”, disse Trump em pronunciamento na Flórida. “Nós não buscamos a mudança do regime”.

Revolta no Irã

Enlutado pela perda daquele que era considerado o segundo líder mais importante do país, o Irã explodiu. Como líder do braço de operações estrangeiras da Guarda Revolucionária iraniana, Soleimani era uma figura respeitada em seu país e estava na vanguarda de um engajamento iraniano amplo e sofisticado em disputas de poder regionais e de forças antiamericanas. O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, prometeu uma “vingança severa”, enquanto dezenas de milhares de manifestantes queimaram em Teerã bandeiras americanas e repetiram “morte à América”.

Repercussão mundial

Nos jornais impressos, portais de notícias e telejornais do oriente médio, Estados Unidos, Inglaterra, Rússia, China e Brasil, o assunto unicamente é sobre um alerta global. O canal americano ABC News, do grupo Disney, exibe constantes manchetes que mostram os desdobramentos do pré-conflito entre as duas Nações, principalmente após o segundo ataque, na madrugada de sexta, para sábado, realizado pelo Governo Americano.

A embaixada dos Estados Unidos em Bagdá exortou todos os cidadãos americanos a deixarem o Iraque imediatamente. Cerca de 14 mil novos soldados já tinham sido enviados como reforço ao Oriente Médio este ano, refletindo a escalada contínua nas tensões com o Irã. Segundo analistas, o ataque —que fez os preços mundiais do petróleo dispararem— será um divisor de águas nas tensões entre o Irã e os Estados Unidos.

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