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Nova variante da Covid deixa Mundo alarmado por quarta onda

Gabriel Kazuo

26 de novembro de 2021
Atualização:26 nov 2021 às 16:33

A descoberta de uma nova variante da Covid-19, originária do Sul da África, cujo epicentro é a África do Sul, provocou pânico na comunidade científica internacional, inclusive em governos, o que já obrigou diversos países a fecharem suas fronteiras para turistas vindos da África, inclusive com a Anvisa determinando que o Brasil faça o mesmo, nesta sexta-feira (26).

Chamada de B.1.1.529, essa variante irá receber um nome oficial ainda hoje pela OMS, e seu maior perigo está em suas constantes mutações e h[á um temor imenso de que ela possa vencer os anticorpos gerados pelas vacinas da Covid-19.

África do Sul em alerta e dólar registra alta

No país onde a variante surgiu, e nas regiões vizinhas, os governos já pediram o envio de mais vacinas contra a Covid-19, no entanto, problemas logísticos e uma forte campanha anti0vacina estão impedindo que a vacinação nesses locais ocorra.

Por conta disso, esses países irão criar um grande Plano de Comunicação para alertar as pessoas para a importância de tomarem as vacinas, para impedir que novas variantes como esta surjam. Aliás, essa preocupação inclusive afetou o dia de diversas bolsas ao redor do Mundo.

No Brasil, o advento da quarta onda e o receio de que o isolamento social retorne fez com que a Bovespa registrasse queda de 3,8%, e o dólar subisse para R$ 5,66. Isso também afetou as demais bolsas ao redor do Mundo e o preço do petróleo.

O que é essa variante nova, por que é perigosa e o que pode ser feito?

O maior problema da nova variante é o fato dela ter 50 mutações na proteína Spike, que é extremamente vital para o funcionamento ou não de uma vacina. Quando os anticorpos entram em contato com o vírus, essa proteína é quebrada e o vírus acaba morrendo.

Se houver uma mudança nessa proteína, o anticorpo não tem como destruir o vírus, resultando assim na falha da vacina. A partir de hoje, os membros da OMS irão se reunir para decidir o que deve ser feito e como deter o avanço dessa variante.

No momento, o ideal, segundo os cientistas, é acelerar ao máximo possível a aplicação da segunda dose e também da terceira dose, antes que a nova cepa chegue nos países que não registram casos, ou estão no período ”pós-pandemia”, como o Brasil.

Além disso, as medidas restritivas e o uso ob-rogatório de máscaras deve permanecer, e não ser encerrado imediatamente, e isso inclui também não permitir que grandes eventos, como o Ano-Novo e o Carnaval ocorram.

Gabriel Kazuo

Formando em jornalismo pela faculdade ESAMC, é jornalista de editoria geral no Correio do Interior. gabriel.kazuo@correiodointerior.com.br

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