MP pede arquivamento do caso da trans Rayssa Eloá
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MP pede arquivamento do caso da trans Rayssa Eloá

Igor Juan

22 de janeiro de 2021
Atualização:22 jan 2021 às 10:48

O Ministério Público pediu o arquivamento do processo da morte da trans Rayssa Eloá Menezes, de 22 anos. A jovem havia desaparecido no dia 25 de novembro após sair de casa para fazer uma entrevista de emprego e foi encontrada morta em uma área de mata no dia 2 de dezembro.

De acordo com a manifestação do MP, que se baseou no inquérito policial e nos interrogatórios de dois suspeitos, amigos e um ex-namorado da vítima, não há elementos suficientes para determinar se houve homicídio, suicídio ou instigação ao suicídio. A Justiça ainda não se pronunciou.

Segundo o documento, os relatos apontaram que Rayssa saiu de casa para procurar emprego e depois foi até uma praça, onde fez uso de bebida alcoólica e depois drogas à noite. Horas depois, ela seguiu com dois rapazes para uma área de mata entre Alumínio e Mairinque.

Em determinado momento, os três teriam feito sexo e consumo de bebidas. No entanto, conforme os relatos, a jovem teria ido até a linha do trem e reclamado sobre a vida. O laudo do Instituto Médico Legal apontou que ela morreu por politraumatismo.

Os dois suspeitos, que chegaram a ser presos temporariamente, contaram que não procuraram a família ou a Polícia Civil por medo de não acreditarem em suas versões. A jovem fazia tratamento psicológico.

Amigo disse que ela se suicidou

Em dezembro de 2020 em depoimento à Polícia, os dois jovem que estavam com a transexual na noite do ocorrido relataram aos investigadores do caso que Rayssa cometeu suicídio, jogando-se da ponte onde estavam.

Rayssa Eloá foi encontrada morta no dia 3 de dezembro

O corpo de Rayssa só foi localizado, porque um dos jovens foi até a delegacia após repercussão do desaparecimento da jovem, e informou onde estava o corpo, e dizendo inicialmente que teria ocorrido um acidente.

Ainda em depoimento um dos jovens informou que, ele, Rayssa e mais um amigo que juntos estavam, teriam todos usados drogas e consumido bebida alcoólica e que foram ao local do ocorrido a pedido de Rayssa.

Em determinando momento, pela madrugada a jovem de modo repentino saiu correndo pela linha férrea e pendurou-se na grade de proteção,  ficando sentada na estrutura por um instante, vindo a se jogar.

Em trecho final do depoimento longo e com muitos detalhes, o jovem que reafirmou a versão anterior do outro jovem que estava junto, disse que deixaram o local com medo da situação em meio as autoridades e familiares.

Igor Juan

Jornalista de assuntos gerais, com especialização em assuntos de negócios e Política. Formando pela faculdade ESACM, com passagens pela RedeTV!, Jornal O Democrata, SP Agora e Band.

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