
Os municípios de Alumínio e Mairinque, que integram a Região Metropolitana de Sorocaba (RMS), estão mobilizados para que o projeto do Trem Intercidades, idealizado pelo Governo do Estado de São Paulo, inclua paradas nas duas cidades. A reivindicação ganhou força durante audiência pública realizada na segunda-feira (26/05), promovida pela Secretaria de Planejamento do Estado (Seplan), com participação ativa de vereadores locais.
A defesa das paradas se baseia na importância histórica das cidades para o sistema ferroviário e na expectativa de que o trem fomente o desenvolvimento econômico regional. Ambas as cidades tiveram papel estratégico durante o período em que as ferrovias eram amplamente utilizadas para o transporte de cargas e passageiros.
Os trilhos que saíam de Sorocaba passavam por Alumínio — município que cresceu impulsionado pela exploração do alumínio — e seguiam para Mairinque, ponto de conexão com o trajeto rumo ao Porto de Santos. A ferrovia foi essencial para o escoamento da produção e para o aquecimento do comércio e dos serviços locais, segundo argumentaram os representantes das duas cidades.
Governo considera parada em Mairinque um “investimento contingente”
Durante a audiência, o coordenador da Seplan, Fabrício Augusto dos Santos Reis, afirmou que, segundo os estudos de demanda, a cidade de Mairinque apresenta baixo volume de passageiros, em razão da proximidade com São Roque. “Para essas pessoas, o trem não é a melhor opção, mas sim o ônibus. Estamos abertos a discutir a criação de linhas intermunicipais que façam a ligação entre Mairinque e São Roque, o que seria mais viável economicamente”, explicou.
Apesar disso, o coordenador não descartou completamente a inclusão da cidade como ponto de parada do Trem Intercidades. Segundo ele, Mairinque pode ser contemplada futuramente como um investimento contingente, ou seja, a parada poderá ser exigida à concessionária responsável pelo trecho Sorocaba–São Paulo, caso o Estado considere viável.
Trajeto histórico e expectativa de retomada
A linha ferroviária que liga Mairinque a Santos tem forte apelo histórico. Projetada pela Estrada de Ferro Sorocabana em 1889, a rota buscava quebrar o monopólio da São Paulo Railway no acesso ao porto de Santos. As obras começaram em 1929, com frentes partindo tanto de Mairinque quanto de Santos, sendo concluídas em 1937 com um total de 155 quilômetros de extensão.
O trecho ligava cidades como São Roque (Canguera), Cotia (Caucaia do Alto), Itapecerica da Serra, Embu Guaçu, Cubatão e São Vicente, até chegar à estação Evangelista de Souza, na capital paulista.
O transporte de passageiros entre Mairinque e Santos foi desativado em 1996, às vésperas da privatização da Ferrovia Santos-Jundiaí. Desde então, restou apenas um trecho funcional até Rio Grande da Serra.
Com a implantação do Trem Intercidades no radar do governo estadual, cresce a expectativa de que o serviço de passageiros até Santos seja reativado, embora o ponto de partida do futuro trajeto ainda esteja indefinido.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.







