
Uma moradora de Mairinque, Helena, de 43 anos, vive dias de medo e insegurança desde o fim do relacionamento com o ex-marido, Alexandre, atualmente residindo em São Roque. A mulher, que já procurou a polícia e registrou boletins de ocorrência, relata ter sido vítima de agressões físicas, abusos psicológicos, estupros e ameaças constantes de morte.
Inclusive ao Correio do Interior, ela destacou que já foi estuprada pelo ex-companheiro e com uma faca sob o pescoço.
Além do Correio do Interior, Helena também acionou uma equipe de reportagem do SBT Brasil, telejornal do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), que mostrou o drama vivido por Helena e o temor constante por sua vida.
Um passado revelado tarde demais
Helena manteve um relacionamento de aproximadamente um ano e meio com Alexandre, com quem morava em sua residência em Mairinque. Durante os primeiros meses, acreditava estar ajudando um homem amoroso e calmo, disposto a viver tranquilamente com ela. Foi só após já viverem juntos que ela descobriu o passado do ex-companheiro: Alexandre havia cumprido 10 anos de prisão na penitenciária de Hortolândia por homicídio e tráfico de drogas, e estava em regime aberto — que é a fase final do cumprimento de pena no Brasil, que permite ao condenado viver em liberdade, com regras e supervisão, para facilitar sua reintegração à sociedade. Neste regime, o condenado deve seguir as condições estabelecidas pelo juiz, como comparecer periodicamente ao tribunal, justificar suas atividades, não se ausentar da cidade sem autorização e respeitar horários de recolhimento noturno e dias de folga, podendo também ser obrigado ao uso de tornozeleira eletrônica.
Ao saber dos antecedentes criminais, Helena, ainda assim, se dispôs a ajudá-lo.
“Eu quis acreditar que ele poderia mudar. Fiz de tudo para dar apoio, ofereci moradia, comida, ajudei no que pude”, disse a mulher.
Abusos e controle psicológico
Contudo, a rotina ao lado de Alexandre se transformou em um ciclo de abusos. Segundo ela, o então companheiro passou a controlá-la completamente, não permitindo que ela saísse de casa, trabalhasse ou mantivesse contato com outras pessoas.
“Ele me batia, me obrigava a ficar trancada em casa, me ameaçava de morte sempre que eu cogitava sair. Dizia que se eu tentasse fugir ou chamasse a polícia, ele me mataria. Eu vivia em pânico”, relatou.
Além das agressões físicas, Helena também relata ter sido estuprada pelo ex-companheiro, além de obrigada a entregar dinheiro a ele com frequência.
“Nos finais de semana, ele queria dinheiro para sair, se divertir e até meu carro, me deixando em casa trancada e sem poder falar com ninguém, nem mesmo ver meus familiares”, diz ela.
Hoje, em meio a toda essa situação, Helena vive com marcas profundas. Helena desenvolveu uma série de problemas de saúde mental, incluindo transtornos de ansiedade, crises de pânico, episódios depressivos e reclusão social.
Em meio a toda essa situação agoniante, Helena teme que seja morta a qualquer momento pelo ex-companheiro.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.







