Morador de Mairinque sofre fratura exposta e é impedido de ficar no hospital regional

Advertisements

Morador De Mairinque Sofre Fratura Exposta E É Impedido De Ficar No Hospital Regional

Na noite terça-feira (03/12), um morador de Mairinque, com seus familiares em situação crítica de saúde, com uma fratura exposta no braço e necessitando de um atendimento médico com urgência, teve que acionar a Polícia até o hospital regional. O motivo, ele não teve atendimento médico como esperado

O jovem, que não terá sua identidade revelada por motivos pessoais, em pedido ao Correio do Interior, teve uma grave fratura no braço e foi buscar atendimento ao PA – Pronto Atendimento de Mairinque, que em meio a gravidade o transferiu para o hospital regional por meio do sistema CROS.

Ao chegar no CHS – Conjunto Hospitalar de Sorocaba, o jovem deveria ficar hospitalizado e ser operado com urgência, mas o médico que o atendeu, simplesmente informou aos familiares que ele estava bem, e que poderia ir para casa, sem qualquer problema.

O jovem com braço mutilado devido à fratura vive agora com dores dia e noite em total desespero. O agravante da situação é que ele é diabético e a fratura exposta está próxima de romper sua musculatura e o osso ficar exposto — para fora do corpo. Como ele é diabético, isso pode prejudicar gravemente sua saúde e até mesmo gerar um colapso.

A única alegação do médico para familiar é que também não há vaga para o jovem do hospital, além de minimizar o estado de saúde dele, sem ao menos ler os laudos e analisar a fratura no braço da vítima. A família alertou o médico sobre os riscos e que o paciente possui diabete tipo 2, mas o médico, inicialmente identificado como Pedro, não se importou.

Ao ser indagado, o médico teria dito para o paciente que “até faria a cirurgia, mas que faria de qualquer jeito”, e que o braço ficaria “torto”. Diante do absurdo, a Polícia Militar foi acionada pela família. O médico chegou a negar a devolução do laudo (guia) do paciente.

Diante da ameaça de sequela, o paciente saiu do hospital, mesmo com fortes dores e risco de vida, uma vez que a fratura óssea poderia perfurar uma artéria ou rasgar o tecido.

Ao ser procurado pelo jornal, o hospital não quis falar sobre o caso. O chefe da enfermagem conversou com nossa equipe e afirmou não saber o nome do médico, bem como relatou que não tem autorização para falar sobre o caso.

O caso agora será levado a ouvidoria do CHS e a Secretaria de saúde estadual, a conduta do médico também será denúncia ao Conselho Regional de Medicina.