Morador de Mairinque é preso pelo GOE por participar de quadrilha de furto de petróleo

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Morador De Mairinque É Preso Pelo Goe Por Participar De Quadrilha De Furto De Petróleo

Na manhã desta quinta-feira (22/01), um morador de Mairinque foi preso por Polícia Civis do GOE — Grupo de Operações Especiais, descoberto em investigação da Polícia do Rio de Janeiro com agentes da Polícia Civil de São Paulo, como membro de uma quadrilha de furto de petróleo da Transpetro.

Ao que apurado pelo Jornal Correio do Interior, o homem em questão é Washington Tavares de Oliveira. Os policiais foram até a casa dele na rua Renato Lippi, no bairro São José em Mairinque, o prenderam. Ainda de acordo com apurações do Correio do Interior, juntamente com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o morador de Mairinque era um dos motoristas da quadrilha.

Além do morador de Mairinque, outros membros da quadrilha foram presos em diferentes localidades do Brasil, na operação denominada Haras do crime.

Fazenda na Baixada Fluminense é alvo principal

Entre os locais visados pela operação está uma propriedade rural em Guapimirim, município da Baixada Fluminense, por onde passa um trecho estratégico do oleoduto da Transpetro. A fazenda pertence à família Garcia, conhecida por ligações com a contravenção no Rio de Janeiro.

O imóvel é de propriedade das irmãs gêmeas Shanna e Tamara Garcia, filhas de Waldomiro Paes Garcia, conhecido como Maninho, ex-presidente da escola de samba Salgueiro.

Esquema criminoso funcionava como empresa

As investigações revelaram que a organização operava com estrutura empresarial, incluindo divisão clara de funções, hierarquia bem definida e articulação entre diferentes estados. O grupo se especializou na extração ilegal de petróleo por meio de perfurações clandestinas nos dutos.

A Polícia Civil, em conjunto com o Ministério Público e com apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da Polícia Civil de São Paulo, mapeou todo o funcionamento do esquema.

“O ciclo criminoso era completamente integrado. Começava com a perfuração ilegal do oleoduto, seguida por proteção armada do ponto de extração. Em seguida, o petróleo era rapidamente carregado em caminhões-tanque e transportado por rotas interestaduais previamente estabelecidas. Por fim, o produto era comercializado utilizando notas fiscais falsas emitidas por empresas de fachada”, explicou a corporação em nota.

Intimidação e destruição de provas

Durante as investigações, os agentes constataram que a organização criminosa adotava práticas para dificultar o trabalho policial. Foram documentadas tentativas repetidas de intimidação de testemunhas, destruição de provas eletrônicas e ocultação de equipamentos utilizados nas operações ilegais.

O trabalho investigativo envolveu meses de inteligência policial, com coleta de depoimentos, análise documental e reunião de provas materiais. Os policiais descobriram que a escolha do núcleo operacional da quadrilha havia sido feita de forma estratégica, visando facilitar o acesso aos oleodutos e as rotas de escoamento do produto roubado.

Segundo os investigadores, vários dos envolvidos já respondem a outros processos criminais na Justiça.

Risco ambiental e à população

Além do aspecto econômico, a Polícia Civil alertou para os graves riscos ambientais e de segurança pública causados pela atividade criminosa.

“Esta operação busca inibir um crime que vai muito além do prejuízo financeiro. A perfuração clandestina de oleodutos representa perigo real ao meio ambiente, podendo provocar vazamentos de grandes proporções, contaminação de rios e mananciais, além de representar ameaça direta à segurança de comunidades inteiras”, destacou a polícia.

A operação tem como objetivos principais capturar os líderes da organização, apreender provas do esquema criminoso e interromper imediatamente as atividades ilegais que colocavam em risco a infraestrutura energética do país e a segurança da população.