
O Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECISP) divulgou um levantamento que aponta retração significativa no mercado imobiliário de Sorocaba e região no mês de abril de 2025. Em comparação com março, o volume de vendas caiu 49,39%, enquanto os contratos de locação recuaram 11,20%.
O estudo foi realizado com 103 imobiliárias de 23 municípios da região, incluindo Sorocaba, São Roque, Votorantim, Itu, Itapetininga e mais. Os dados revelam um momento de ajuste no setor de imóveis usados, marcado por instabilidade nas vendas e demanda crescente por aluguéis.
“O mercado passa por um período de cautela. A procura por imóveis para alugar aumentou, enquanto as vendas desaceleraram, reflexo direto do comportamento do consumidor diante das incertezas econômicas”, avaliou o presidente do CRECISP, José Augusto Viana Neto. Ele reforça, porém, que o interior paulista mantém potencial de recuperação, caso haja melhora no crédito e estabilidade econômica no segundo semestre.
Vendas: retração e perfil de imóveis comercializados
- 75% das vendas foram de casas e 25% de apartamentos.
- A maioria das casas vendidas tinha 2 dormitórios e área entre 51 e 100 m².
- Os apartamentos vendidos, em sua maioria, também eram de 2 dormitórios, com área de até 50 m².
- 76,7% dos imóveis vendidos estavam em áreas periféricas, 13,3% em regiões centrais e apenas 10% em bairros nobres.
- O preço médio dos imóveis vendidos girou entre R$ 200 mil e R$ 300 mil.
Modalidades de pagamento:
- 58,6% das vendas foram financiadas pela CAIXA.
- 13,8% por outros bancos
- 13,8% diretamente com o proprietário
- 13,8% foram pagas à vista.
- Não houve vendas por consórcio no período.
Descontos concedidos:
- 61,4% dos imóveis foram vendidos com algum tipo de desconto, sendo o mais comum até 10% abaixo do valor anunciado.
Locações: mercado mais resiliente, mas com sinais de desaceleração
Apesar da queda de 11,20% nas novas locações, o segmento apresentou indicadores de equilíbrio:
- 67% das locações foram de casas e 33% de apartamentos.
- A maioria dos imóveis alugados era de até 2 dormitórios.
- As faixas de aluguel mais procuradas variaram entre R$ 1.000 e R$ 1.500.
- 47% dos imóveis alugados estavam localizados em bairros periféricos, 30% na região central e 23% em áreas nobres.
Garantias locatícias mais usadas:
- Fiador (36,1%)
- Depósito caução (32,8%)
- Seguro-fiança (31,1%)
Motivos para mudança:
- 46,4% dos inquilinos buscaram aluguéis mais baratos
- 17,9% mudaram para imóveis mais caros
- 35,7% não informaram o motivo da mudança
Tendência no acumulado do ano
Mesmo com a queda expressiva em abril, o mercado de locações acumula alta de 108,51% em 2025. Já as vendas, mesmo com crescimento nos meses anteriores, estão com um resultado negativo de -10,06% no acumulado do ano.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.






