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“Matei porque estuprei” diz vizinho sobre Heloá de 11 anos em SP

Gabriel Kazuo

5 de maio de 2021
Atualização:12 dez 2021 às 17:55

O caso da morte da menina Heloá completou um ano e meio, neste mês de maio, e após todo esse tempo, Elivelton Santos Furtado, finalmente confessou, na manhã desta quarta-feira (05), que matou a vítima após estuprá-la. Este crime bárbaro aconteceu em Piedade.

Esse crime aconteceu no dia 19 de dezembro de 2019, contudo Elivélton só foi denunciado seis meses após isso..

Desde então ele cumpre prisão preventiva e neste ínterim responderá por estupro de criança menor de idade, homicídio com tortura, ocultação de cadáver, sobretudo vilipêndio de cadáver.

Logo a soma dessas penas pode chegar a 40 anos.

Inquérito Policial

Segundo a Polícia Civil, as investigações deram conta de que Heloá Pereira, de 11 anos, foi morta a facadas, em um bairro da zona rural de Piedade. Além disso, no corpo da vítima há sinais de tentativa de estupro.

Elivélton era vizinho da menina, e antes de cometer o ato criminoso, o réu havia consumido uma alta quantidade de drogas.

Às 6h, o pai de Heloá havia saído de casa para buscar o caminhão que usava para trabalhar. Nesse meio tenpo, Elivélton entrou na casa, para furtar objetos do local.

Após notar a presença de Heloá, que viu-o cometer o crime, Elivélton a asfixiou, levou-a para casa e tentou estuprá-la.

Por fim, ao perceber que a vítima estava acordando, a matou com 18 facadas, e voltou a estuprá-la já morta.

Confissão

Inicialmente, apesar de já estar preso, o criminoso só confessou o crime na manhã de hoje, pois o caso irá para júri popular nas próximas semanas.

Durante o processo de confissão, Elivélton confirmou a versão da Polícia Civil, e que na época, ele teria consumido crack, cocaína e bebidas alcoólicas:

De acordo com Elivélton, ele confirmou para a Polícia que entrou na casa para furtá-la, e se assustou ao encontrar Heloá acordada.

“Eu fiz o uso de droga e entrei lá [na casa da vítima] e fiz isso. Usei crack, cocaína e bebida alcoólica antes. Sabia que [o pai da Heloá] ia receber dinheiro. Matei porque estuprei e acabei cometendo essa loucura. Se pudesse voltar atrás eu jamais teria feito isso. Todo dia me arrependo”.

Gabriel Kazuo

Formando em jornalismo pela faculdade ESAMC, é jornalista de editoria geral no Correio do Interior. gabriel.kazuo@correiodointerior.com.br

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