Mairinque, São Roque e Piedade têm os piores índices de arborização da região de Sorocaba

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Mairinque, São Roque E Piedade Têm Os Piores Índices De Arborização Da Região De Sorocaba

Um levantamento recente do Censo 2022, divulgado pelo IBGE e detalhado na última semana pelo governo do Estado de São Paulo, revelou a situação da arborização urbana nas cidades da Região Metropolitana de Sorocaba (RMS). Enquanto municípios como Cerquilho, Boituva e Salto se destacam com altos índices de ruas arborizadas, outras cidades da região, como Mairinque, São Roque, Piedade e Alumínio, aparecem entre as piores colocadas do ranking.

A pesquisa levou em conta ruas com diferentes densidades de árvores — de 1 a mais de 5 por via — considerando apenas exemplares com mais de 1,7 metro de altura e plantados em áreas públicas.

Cerquilho lidera na RMS, Alumínio ocupa a última posição. Com impressionantes 94,16% de ruas arborizadas, Cerquilho é a cidade mais verde da RMS. Logo atrás vêm Boituva (91,16%) e Salto (87,5%). Na outra ponta da lista, Alumínio aparece como a cidade menos arborizada da região, com apenas 45,41% de suas vias com presença de árvores. Tapiraí (45,54%) e Piedade (51,12%) também apresentam baixos índices. Sorocaba fica em 6º na RMS, mas ainda abaixo da média de outras cidades paulistas.

Sorocaba, cidade polo da RMS, tem 81,35% de arborização, ocupando a 6ª posição regional. Apesar de estar entre os municípios com maior porte, seu desempenho fica atrás de cidades menores como Jumirim (86,44%) e Itu (85,58%).

Mairinque e São Roque também preocupam

Mairinque aparece na 17ª posição, com apenas 64,79% de suas ruas arborizadas, enquanto São Roque está um pouco à frente, em 12º lugar, com 75,05%. Os dados indicam que ambas estão abaixo de cidades de porte semelhante na região e precisam investir mais em infraestrutura verde urbana.

Arborização e qualidade de vida

Segundo o IBGE, a arborização urbana é essencial para o bem-estar das populações, contribuindo com benefícios ambientais, sociais e econômicos. Árvores nas ruas ajudam a reduzir ilhas de calor, melhoram a qualidade do ar, colaboram no controle de deslizamentos e influenciam positivamente no conforto térmico e estético das cidades.

Estudos recentes, como o do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA), apontam ainda espécies nativas com maior tolerância às mudanças climáticas, o que pode orientar projetos de arborização mais sustentáveis e resilientes no futuro. Espécies como o Camboatá (Cupania vernalis) e o Guamirim-ferro (Myrcia tijucensis) foram destacadas como promissoras para o plantio urbano.

Desafio para os gestores municipaisA arborização é um investimento de longo prazo que exige planejamento, escolha adequada de espécies, manutenção e envolvimento da comunidade. Os dados do Censo 2022 evidenciam que ainda há um grande desafio para os gestores de Mairinque, São Roque, Piedade e Alumínio, que precisam buscar políticas públicas mais efetivas para ampliar a cobertura vegetal nas áreas urbanas.

A criação de programas municipais de arborização, incentivos à participação da população e ações de educação ambiental podem ser caminhos para reverter esse cenário e garantir cidades mais verdes e saudáveis para as próximas gerações.