Mãe mata filha e padrasto coloca pão na boca da criança para simular engasgo
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Mãe mata filha e padrasto coloca pão na boca da criança para simular engasgo

Redação

8 de abril de 2021
Atualização:08 abr 2021 às 18:20

Em Itapevi na Grande São Paulo, uma jovem de 23 anos, Tuanny Caroline é acusada de matar a própria filha, Maria Clara, de 4 anos,, tendo a companheiro, então padrasto da criança, José de Jesus de 34 anos, de ter acobertado e crime.

Eles foram presos no na segunda-feira (05) de abril, um dia após terem cometido o crime no  domingo (04), a mãe da criança disse que a menina havia se engasgado com um pedaço de pão e saiu nas ruas do bairro onde morava para pedir ajuda. Um vizinho ajudou levou a mãe e a criança ao pronto-socorro mais próximo.

A menina, que tinha paralisia nas pernas, chegou ao hospital com diversos hematomas e  não resistiu e morreu no mesmo dia. Entretanto a situação e causa da morte da menina chamaram atenção de enfermeiros e médicos que acionaram a Polícia, que logo descobriu que a mãe da menina havia agredido, o que causou traumatismo cranioencefálico, segundo exames do Instituto Médico Legal – IML.

Também foram constatadas lesões recentes e antigas pelo corpo da menina, além de sinais de violência sexual.

A delegada responsável pelo caso, Priscila Camargo Campos Gonçalves, afirmou informou que a jovem presa, Tuanny, que tem outro filho de 5 anos está grávida do atual companheiro, tentou justificar as agressões dizendo que a filha caía da cadeira de rodas onde ficava e se arrastava pelo chão de cimento. Mas logo depois confessou as agressões.

Criança de 4 anos morta pela mãe em Itapevi

“Ela disse que perdia a paciência com a criança várias vezes e acabava causando agressões. Ela não confessou diretamente que causou a morte criança, disse que não tinha a intenção de matá-la, mas contou que batia na criança”, explicou a delegada. “Sentimos muita frieza nas declarações dela”, completou.

Tuanny afirmou que batia na filha desde que a menina tinha 1 ano e 8 meses. “A gente não tinha prova né, mas pelo jeito que a gente ouvia a menina chorar, é porque ela sofria”, disse uma vizinha de Tuanny.

No dia em que a menina morreu, a polícia descobriu ainda que José, padrasto da criança, tinha colocado um pedaço de pão na boca de Maria Clara para simular o engasgo. Tuanny e José foram presos nesta segunda-feira (5), ainda no velório de Maria Clara. “Ele convive com a Tuanny há cerca de 1 ano, então ele tem a ciência do que acontece na casa. Se ele presenciava as agressões e não sabia nada, acabou agindo e participando desse crime por omissão”, declarou a delegada.

Os acusados foram presos temporariamente e vão responder por homicídio triplamente qualificado. Agora, a polícia quer ouvir o filho mais velho de Tuanny, que tem 5 anos, para saber se o menino também era vítima de agressões e de violência sexual.

Tuanny procurou a delegacia em janeiro de 2020 para prestar uma queixa contra o seu pai, de 44 anos. Na denúncia, ela afirma que seus dois filhos são frutos de estupros praticados pelo próprio pai. Apesar de ter sido chamada para depor novamente e detalhar o caso, ela não chegou a retornar à delegacia.

O Correio do Interior é produzido por jornalistas que apuram e chegacam informações dos fatos diariamente notíciados no jornal.

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