Mãe alega que filho foi agredido por policiais em Sorocaba e deixado em mata

Advertisements

Mãe Alega Que Filho Foi Agredido Por Policiais Em Sorocaba E Deixado Em Mata

Um jovem de 25 anos foi encontrado gravemente ferido em uma área de mata no bairro Éden, em Sorocaba, e a mãe dele registrou boletim de ocorrência denunciando suposta tortura cometida por policiais militares.

Segundo relato da família, o rapaz apresentava lesões por todo o corpo, além de indícios de espancamento e violência extrema, incluindo a introdução de um galho em seu ânus. Ele foi socorrido e levado ao Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), onde passou por cirurgia. Até esta quinta-feira (02/10), seguia internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave e sem previsão de alta.

A mãe do jovem, que preferiu não ser identificada, afirma que ele havia deixado o sistema prisional durante a saída temporária de junho deste ano e não retornou, sendo considerado foragido da Penitenciária II de Capela do Alto.

Ainda de acordo com a mulher, em um momento de lucidez no hospital, o filho teria dito que os agressores eram policiais militares. Testemunhas também relataram à família que viram uma viatura circulando nas imediações onde o jovem foi localizado.

A Polícia Militar confirmou que uma ocorrência foi registrada no local e data citados, por volta das 0h46, e que uma equipe acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para socorrer o ferido. De acordo com os policiais, o jovem chegou a dizer que os autores da agressão seriam policiais militares, mas não soube informar características, nomes ou detalhes sobre a viatura envolvida. Ainda segundo o relato, ele teria se contradito sobre o porte do veículo e a quantidade de agentes.

A corporação registrou boletim de ocorrência por lesão corporal, agressão e cumprimento de mandado de prisão. O rapaz tem dois mandados pendentes, um por roubo e outro por violência doméstica.

A Polícia Civil, que investiga o caso, informou que a autoria do crime ainda é desconhecida e que todas as possibilidades estão sendo consideradas, inclusive a eventual participação de agentes públicos. O delegado responsável aguarda a recuperação clínica do paciente para ouvi-lo formalmente e também trabalha na análise de imagens de câmeras de segurança da região.