Luiz Teixeira da Silva Junior fala sobre a inovação da Telemedicina no Brasil


08/01/2020 l Atualizada em - 08/01/2020 às 20:55

Na era do autoconhecimento, em que as pessoas passaram a buscar informações sobre cuidados pessoais e saúde em geral na internet, o Dr.Luiz Teixeira da Silva Junior, comenta que até 2021 a telemedicina terá uma grande expansão e explosão pelo mundo. 

Patologista clínico com carreira desenvolvida na área da ciência Biomédicas / Médicas com experiência na identificação de doenças e sintomas, dando orientação sobre o tratamento mais apropriado, Dr.Luiz explica que nos dias atuais as pessoas já usam com muita frequência a internet como um meio de auto diagnostico, mas que nem sempre são exatos. Ação que vem atraindo olhares de empresas do setor de saúde e de profissionais médicos.  

“Ação que as pessoas promovem de pesquisar sintomas de doenças e situações, vem gerando uma nova onda que será um novo modelo de negócio global, a Telemedicina.”  Segundo Dr. Luiz Teixeira da Silva Junior. 

O maior fator que leva as pessoas a fazerem buscas na internet sobre diagnóstico de doenças, é a falta de tempo. A pesquisa então é vista como uma otimização de tempo, no qual a pessoa não precisa deixar funções do dia-a-dia para ter que ir até um consultório em uma breve consulta. Situação que tem vem sendo acompanhada por empresas que já atuam dentro desse contexto.  

Um ponto que dará expansão para Telemedicina é acessibilidade, tanto na questão de valor, quanto no atendimento, em que a pessoa precisa ter apenas uma conexão com internet e um dispositivo como um tablet, smartphone ou computador, para ser atendido por um médico de modo virtual.  Explica o patologista. 

Luiz ressalta entre tanto que essa nova “onda” não será o fim dos consultórios e centros médicos, isso porque a telemedicina se limita algumas áreas da medicina, que não substitui ação presencial e física de um médico com o paciente. 

No Brasil já existe consultórios que atendem pacientes por meio da telemedicina, e esse cenário será cada vez mais comum no Brasil e no mundo até 2021, ao que tenho acompanhado, finaliza Luiz Teixeira da Silva Junior. 

Telemedicina no Brasil 

No Brasil, o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, usa a telemedicina desde 2012 e, até hoje, só coleciona bons resultados. Em primeiro lugar, ao proporcionarmos consultas a distância para casos mais simples, protegemos os pacientes da exposição a riscos desnecessários. Isso porque as pessoas podem ser diagnosticadas e orientadas sem precisar ir ao pronto atendimento, onde ficariam vulneráveis a infecções por vírus ou bactérias responsáveis por doenças mais graves. Também se evita que o paciente seja submetido a exames dispensáveis, alguns deles invasivos, poupando-o do sofrimento e do risco. 

Todas as experiências internacionais já provaram que a inclusão do recurso nos sistemas de saúde reduz o tempo de espera nos serviços de urgência. Afinal, só segue para os postos quem realmente necessita de cuidado mais intenso. Dessa forma, prontos atendimentos e hospitais podem cumprir sua função primordial: atender casos mais complicados e complexos. Ninguém precisa ir a um hospital para tratar uma gripe sem complicações ou uma cólica abdominal sem causas nem repercussões mais sérias. E por meio de uma consulta benfeita, mesmo que de longe, o médico é capaz de definir quem tem de ir a um centro hospitalar ou simplesmente dirigir-se à farmácia mais próxima para comprar um medicamento ali disponível. (Conteúdo informado pelo Albert Einstein). 

Regulamentação no Brasil 

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) em dezembro de 2019, relatou em Plenário que o Brasil precisa com urgência de uma regulamentação e de uma legislação específica para o exercício da telemedicina. Segundo o parlamentar, o país está “meio século atrasado” nessa questão. 

Nelsinho ressaltou ainda que a telemedicina deve estar incluída na grade curricular dos cursos de medicina, assim como acontece em outros países, como Israel, Estados Unidos e Alemanha. Em alguns países, inclusive, já é possível se especializar em saúde digital, afirmou o senador. 

“Nós não temos outra saída a não ser nos adequar nessa questão e estabelecer critérios para regulamentação, sendo através da resolução que o Conselho Federal de Medicina está propondo ou através de uma legislação específica oriunda dessa Casa.” afirmou. 

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