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Joaquim Barbosa pode entrar na disputa eleitoral 2022 para tirar Bolsonaro da presidência

Igor Juan

11 de abril de 2021
Atualização:13 abr 2021 às 21:11

Filiado ao PSB, o ex-ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), que chegou a sinalizar uma candidatura à presidência em 2018, cogita apoiar o ex-presidente Lula (PT) para tirar Jair Bolsonaro (Sem partido) do poder em 2022. A informação é de Carolina Brígido em sua coluna no portal Uol nesta quarta-feira (7).

Barbosa, primeiro negro a ocupar uma cadeira no STF, indicado em 2003 pelo próprio Lula, estaria articulando conversas nos bastidores com o intuito de construir uma aliança para derrotar Jair Bolsonaro nas próximas eleições. Mesmo sem ter certeza que o petista sairá candidato, Barbosa já teria sinalizado o apoio.

Nesta terça-feira (6), Lula teve um encontro virtual com o presidente do PSB, Carlos Siqueira, e o governador do Espírito Santos, Renato Casagrande (PSB), em que teriam participado ainda a presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, e o deputado Paulo Teixeira (PT-SP).

À coluna Painel, da Folha de S.Paulo, Siqueira elogiou a proposta de Lula de construir uma aliança com partidos progressistas para 2022.

“Falou muito no sentido que o PSB tem defendido, de agregação de forças. Não há nada garantido eleitoralmente, porque penso que temos uma grande responsabilidade de juntar o maior número de forças políticas democráticas para superar essa fase trágica”, disse o presidente do PSB.

Lula teria dito que sua candidatura não é indiscutível, o que vai de encontro ao pensamento de Barbosa, que diz que não está disposto a encabeçar uma chapa em 2022 e prefere atuar nos bastidores.

Procurador do Ministério Público Federal entre 1984 e 2003, o ex-ministro foi relator do caso conhecido como “mensalão” no STF e se aposentou em julho de 2014, aos 59 anos.

Sobre Igor Juan

Jornalista editor-chefe do Correio do Interior. Formando pela faculdade ESACM Sorocaba. Atuou na RedeTV!, Jornal O Democrata, SP Agora, Band e ITV.

1 Comment

  1. Gianfranco Palla.

    11 de abril de 2021 às 21:55

    Curioso, condena corruptos para depois se associar á eles em momento oportuno.

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