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Iria voltar 18 de abril, MP pede prorrogação de afastamento cautelar de prefeita de Araçariguama

Gabriel Kazuo

25 de março de 2020 - updated: 25 mar 2020 às 9:56

O Ministério Público de São Roque pediu, na noite de terça-feira (24), que a Justiça prorrogue o afastamento cautelar da prefeita de Araçariguama, Lili Aymar. A data inicial de retorno da ex-prefeita ao cargo era em 18 de abril.

A promotoria do ministério entende que uma possível troca no Executivo poderia atrapalhar o combate ao coronavírus na cidade, que é a prioridade neste momento. Lili Aymar responde por crimes de improbidade administrativa, ao permitir que seu marido, o ex-prefeito Carlos Aymar, envolvido em esquemas de corrupção, assumisse funções na Prefeitura. Em sua defesa, a prefeitura nega que permitiu que Carlos tivesse um espaço só dele no gabinete de governo.

A prefeita já estava afastada do cargo, desde o dia 29 de fevereiro, por decisão do STF. A defesa de Lili tentou, por duas vezes, anular a decisão, mas sem sucesso. A denúncia surgiu em 2017, quando o MP já investigava ações irregulares de Carlos Aymar dentro da prefeitura, como reunião com vereadores e tomada de decisões no lugar da atual ex-prefeita.

Ainda segundo o relatório, Lili teria concorrido às eleições municipais de Araçariguama somente para permitir que Carlos Aymar continuasse mandando na cidade. Este é o segundo afastamento da prefeita da prefeitura, pois em 2019, ela teve o seu mandato cassado, por uso de verba pública para pagar alugueis de imóveis, de maneira irregular.

Segundo a Comissão processante, Lili gastou R$ 40 mil em dinheiro público para pagar aluguel de imóveis particulares, em regiões onde seriam construídas escolas. Porém, ela conseguiu uma liminar para voltar ao cargo dias após a sua cassação de mandato.

Gabriel Kazuo

Formando em jornalismo pela faculdade ESAMC, é jornalista de editoria geral no Correio do Interior. gabriel.kazuo@correiodointerior.com.br

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