
Foram 12 anos de espera, mas neste mês de julho acabou a espera e o aeroporto de Sorocaba, Aeroporto Estadual “Bertram Luiz Leupolz, conseguiu a liberação final para voos interacionais. Essa ação ocorreu por meio da Prefeitura de Sorocaba, juntamente com a concessionária Rede Voa, que administra o terminal aéreo.
Agora com a internacionalização do Aeroporto Estadual “Bertram Luiz Leupolz”, localizado no Jardim Ana Maria, zona norte de Sorocaba, o terminal pode receber aeronaves do exterior para serviços de manutenção e operações de importação e exportação definitivas e com isso novas empresas podem se instalar na cidade em torno do aeroporto e assim gerar mais empregos e movimentar a economia.
Mas agora essa internacionalização de fato é oficial, tanto é que a autorização da Receita Federal foi publicada no Diário Oficial da União o dia 15 de julho. Agora, a documentação está sob análise da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que é a responsável por conceder o aval definitivo ao processo. Por ora falta apenas a Anac fazer sua liberação, algo muito improvável de não ocorrer.
Internacionalização do Aeroporto de Sorocaba vai afetar o Aeroporto de São Roque, que também recebe voos internacionais?
Muitas pessoas passaram a se perguntar se essa nova situação do aeroporto de Sorocaba vai afetar o Aeroporto Catarina de São Roque – Aeroporto São Paulo Catarina, e a resposta de modo direto é não, isso porque:
O Aeroporto Executivo Catarina recebe voos internacionais, mas com um foco diferente do Aeroporto de Sorocaba: ele é voltado principalmente para a aviação executiva, com embarque e desembarque de passageiros de jatos particulares de alto padrão — nacionais e internacionais.
Ou seja, o Catarina é internacionalizado para transporte de passageiros, não especificamente para manutenção de aeronaves. Outro ponto importante é que o Aeroporto Catarina obteve autorização para voos internacionais em 2021.
Já o Aeroporto de Sorocaba, após sua recente internacionalização, passa a receber aeronaves estrangeiras com o objetivo de manutenção e reparos técnicos, especialmente por conta da presença do Centro de Serviços da Embraer.
Em resumo:
- Catarina (São Roque): voos internacionais de passageiros (jatos executivos); foco em aviação de luxo.
- Sorocaba: voos internacionais autorizados apenas para manutenção, reparos e exportação/importação de aeronaves.
Oficina da Embraer em Sorocaba será beneficiada
Com essa situação a oficina de aeronaves da Embraer em Sorocaba será beneficiada, isso porque vai elevar trabalhos no Centro de Serviços da Embraer, que já atende a diversos jatos executivos e, com a internacionalização, poderá ampliar sua atuação com clientes estrangeiros, como a empresa norte-americana NetJets, conforme dito pelo CEO da Rede Voa.
“O processo de internacionalização do Aeroporto de Sorocaba é antigo, mas hoje é uma realidade. Seguimos todas as etapas exigidas pelos órgãos competentes, como Anvisa e Anac. O aeroporto agora está apto a receber aeronaves do mundo todo, o que representa mais empregos e geração de renda para Sorocaba”, afirmou Marcel Moure, CEO da Rede Voa.
Segundo a prefeitura, uma cerimônia simbólica de “batismo” com o primeiro pouso internacional será realizada nos próximos dias, marcando oficialmente a nova fase do terminal.
Um processo iniciado há mais de uma década
As discussões sobre a internacionalização do aeroporto começaram em 2013, quando o economista Geraldo de Almeida ocupava o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico de Sorocaba. Na época, inclusive, uma comitiva chegou a ir a Brasília para tratar do assunto.
Com mudanças na gestão municipal e trocas de secretários, o tema perdeu força e voltou à pauta com mais consistência apenas no final dos anos 2010. O processo se intensificou após a Rede Voa assumir a administração do terminal em abril de 2022, junto com outros 10 aeroportos do Bloco Sudeste (SE), por meio de concessão estadual.
Por fim, essa internacionalização representa um passo estratégico para a cidade, consolidando Sorocaba como um polo regional na área de manutenção de jatos executivos e aviação de negócios.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.







