
Em Sorocaba, o Golpe de falso gerente, fez uma nova vítima, uma idosa aposentada, que preferiu não se identificar, sofreu um prejuízo superior a R$ 85 mil após ser alvo de um golpe conhecido como engenharia social, perpetrado por um criminoso que se passava por gerente de banco.
A vítima recebeu uma ligação que, a princípio, parecia ser legítima, vinda de um suposto profissional do banco. Durante a conversa, a falsa gerente forneceu instruções detalhadas, e a aposentada as seguiu, convicta de que estava tomando medidas para proteger sua conta bancária. Segundo o relato, o golpista utilizava os dados da vítima e a guiava passo a passo na realização das transações.
Em um dos pontos cruciais do golpe, a falsa gerente orientou a vítima a “zerar” um empréstimo no valor de R$ 66 mil, assegurando-lhe que não haveria problema, pois ninguém realizaria novas operações.
Ao somar o saldo da conta, cheques utilizados e os empréstimos efetuados, a aposentada constatou um prejuízo de R$ 85.399,98. A fraude só foi descoberta no dia seguinte, quando o verdadeiro gerente do banco entrou em contato. A vítima declarou não entender como o banco liberou valores e empréstimos tão altos, especialmente considerando seu salário. Ela ainda relatou que não desconfiou da situação em momento algum, percebendo o engodo apenas após a chamada do gerente oficial.
Mecanismo do Golpe e alerta Febraban
Este tipo de fraude tem se expandido no país. De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), mais de 80% das fraudes registradas anualmente ocorrem por meio da engenharia social. Nela, o criminoso manipula a vítima usando informações verdadeiras do banco ou do próprio cliente para ganhar confiança. Em 2024, as perdas decorrentes desse tipo de golpe já ultrapassaram a marca de 10 bilhões de reais.
A tática do falso gerente geralmente envolve:
- Um contato inicial (ligação ou mensagem) que parece oficial, muitas vezes exibindo o número real do banco.
- A criação de um senso de urgência, alegando uma tentativa de fraude em andamento.
- O uso de dados pessoais da vítima para estabelecer credibilidade.
- A solicitação de códigos, senhas ou a orientação para realizar transferências e empréstimos, sob o pretexto de “proteger” a conta.
A filha da vítima, que também preferiu não ser identificada, manifestou preocupação com a segurança bancária, questionando como foi possível realizar esse tipo de empréstimo de forma remota. Segundo ela, o banco informou que, se o atendimento tivesse sido presencial, tal operação não seria liberada.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.






