×
☰menu
PUBLICIDADE

Globo vai ficar fora do ar no final de 2022 por ação de Bolsonaro

Gabriel Kazuo

17 de novembro de 2021
Atualização:19 nov 2021 às 8:22

Já é fato que o Presidente Jair Bolsonaro é crítico ferrenho e assumido da Rede Globo e que a emissora da família Marinho não esconde o seu ”descontentamento” em relação a forma que Bolsonaro governa o País. Por conta disso, veio a tona na noite desta terça-feira (16), que o presidente estaria decidido a tirar a emissora do ar. 

Isso porque Bolsonaro já teria declarado para algumas pessoas próximas que não irá renovar o contrato de concessão da emissora em 2022, documento que libera o funcionamento de emissoras televisivas no Brasil. Por conta disso, a Globo e seus demais canais podem sair do ar em 2022 / 2023.

Se isso acontecer, Congresso e STF podem interferir

Apesar de ser desejo pessoal de Bolsonaro dar um ”fim definitivo” na Globo, o processo de não autorização da concessão pode não ter tão simples assim como ele pensa, pois se ele não apresentar um bom motivo para vetar a concessão, ele pode ser alvo de investigação do Congresso e do STF, que podem o obrigar a assinar o documento.

Mas, se isso realmente acontecer, a Globo será a segunda emissora a ser fechada no Brasil a mando do Governo, fato que aconteceu apenas uma vez, no período da Ditadura Militar, com a TV Excelsior, por problemas parecidos. A TV Tupi também, é outro exemplo, mas sua concessão cassada se deu por problemas financeiros.

Bolsonaro cortou 60% da verba publicitária do governo à Globo

No dia 12 de agosto de 2020, uma reportagem no Jornal Folha de São Paulo, destacou que  as verbas do governo federal às TVs foram cortadas segundo dados apurados pelos jornalistas Fábio Fabrini e Julio Wiziack, o TCU – Tribunal de Contas da União, identificou falta de critério técnico na mudança da divisão das verbas oficiais investidas nas principais emissoras.

A Globo foi a que mais perdeu. Apesar de ser líder em audiência, com média diária de público maior do que Record TV e SBT juntos, o canal carioca teve a participação reduzida de 39% para 16%, queda de quase 60% na comparação entre 2018 (sob a gestão de Michel Temer) e 2019 (ano do primeiro mandato de Jair Bolsonaro).

Gabriel Kazuo

Formando em jornalismo pela faculdade ESAMC, é jornalista de editoria geral no Correio do Interior. gabriel.kazuo@correiodointerior.com.br

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *