Filho de Telma aguarda exame para saber se ossada encontrada em São Roque é de sua mãe

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Filho De Telma Aguarda Exame Para Saber Se Ossada Encontrada Em São Roque É De Sua Mãe

Já se passaram dois anos e muito se fala sobre o desaparecimento de Telma, moradora de Alumínio, após ir em um baile na cidade de Mairinque — Rancho do Baiano. Desde agosto de 2023, a família vive a angústia de não saber o que aconteceu na noite em que ela foi deixada pelo filho, Rafael Neves, na porta do baile Rancho do Baiano. Telma disse que ficaria apenas algumas horas no local, mas não retornou para casa em Alumínio, e desde então não foi mais vista.

Nas últimas semanas, o caso ganhou um novo desdobramento. Rafael Neves realizou o exame de confronto de DNA para verificar se a ossada encontrada em uma área de mata no bairro Marmeleiro, entre São Roque e Mairinque, pertence ou não à sua mãe. O corpo foi localizado por um homem que fazia a limpeza de um terreno e encontrou os restos mortais, acionando em seguida a Polícia Civil.

Segundo informações iniciais, a ossada seria de uma mulher, mas apenas os exames laboratoriais poderão confirmar a identidade. Rafael, em entrevista ao Correio do Interior, havia relatado que ficou sabendo da descoberta por meio das redes sociais e do próprio jornal, e que iria solicitar oficialmente a análise genética — que já foi feita.

Agora, a família aguarda pelo resultado do exame, que deve indicar se os restos mortais pertencem a Telma ou não. Enquanto isso, os moradores da região seguem acompanhando o caso com apreensão, à espera de respostas que possam, enfim, encerrar um ciclo de dor e incertezas que já dura mais de um ano.

O que é o confronto de DNA?

O confronto de DNA, nesse caso, é um processo de comparação genética, em que será usado material genético do filho de Telma e comparado com o material genético da ossada encontrada.

Funciona assim:

  1. Coleta do DNA dos restos mortais
    Mesmo que o corpo esteja em avançado estado de decomposição, é possível extrair material genético de ossos, dentes ou outros tecidos preservados.
  2. Coleta do DNA do possível familiar
    O parente (pai, mãe, filho, irmão, etc.) fornece amostras — geralmente de saliva ou sangue — para análise.
  3. Comparação genética
    Os peritos forenses analisam marcadores específicos do DNA, que são como “pontos de identidade biológica”.
    • Se for um parente de primeiro grau (pai, mãe, filho), a chance de confirmação é muito alta.
    • Se for um parente mais distante, o resultado pode indicar apenas probabilidade de parentesco, não certeza absoluta.
  4. Resultado
    • Compatível → confirma que o corpo é da mesma família biológica do doador da amostra, ajudando a identificar a vítima.
    • Não compatível → descarta a ligação genética, e a investigação continua.

Esse procedimento é usado principalmente em casos de desaparecidos, acidentes, desastres ou crimes, para dar uma resposta às famílias e permitir a liberação do corpo para sepultamento.