Em Cabreúva mulher é mordida por cachorro e só pode tomar vacina se o cachorro morrer

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Moradora De Cabreuva E Mordida Por Cachorro E Upa Diz Que Ela So Pode Tomar Vacina Se O Cachorro Morrer

A moradora de Cabreúva, interior de São Paulo, Gislaine Souza, fez um desabafo nas redes sociais após enfrentar uma situação preocupante no sistema de saúde do município. No último sábado (17/05), por volta das 13h, ela foi mordida por um cachorro enquanto trabalhava. O animal, embora aparentasse estar bem cuidado, havia sido resgatado das ruas, e não havia informações seguras sobre sua vacinação.

Preocupada com a possibilidade de contrair raiva — doença grave e fatal —, Gislaine procurou atendimento na UPA do bairro Jacaré. No entanto, ao chegar à unidade, foi atendida apenas por uma estagiária e percebeu que não havia nenhum médico presente. Mesmo assim, receituários e encaminhamentos estavam assinados com carimbo médico. “Nenhum médico apareceu para ver meu caso”, relatou.

A situação se agravou quando foi informada de que não havia vacina antirrábica disponível na unidade. Já nesta terça-feira (20), ela buscou ajuda na unidade de saúde do bairro Vilarejo, onde recebeu atenção da equipe de enfermagem. Porém, o setor de Epidemiologia não autorizou a aplicação da vacina. Segundo o que foi informado a Gislaine, ela deveria aguardar dez dias para observar se o animal apresentaria sintomas ou viesse a óbito.

“Tenho que esperar o cachorro morrer para receber uma vacina que é meu direito? Isso é um absurdo! A raiva mata!”, desabafou. O caso repercutiu nas redes sociais e gerou forte indignação entre moradores, que passaram a cobrar providências da Prefeitura e mais responsabilidade no atendimento a casos de risco à saúde pública.