
Boa notícia para quem está cansado de ter que pagar um alto valor pelo pacote de café em muitos dos milhares supermercados do Brasil. Estima-se que pelos próximos dias, o preço do café em muitos supermercados e mini mercados, até mesmo aqueles pequenos de vila, fiquem baratos, e faça com que muitas pessoas corram comprar, isso porque a explicação é que Donald Trump deve causar promoção-relâmpago de café em supermercados do Brasil.
Essa situação deve ser temporária, devido a falhas na infraestrutura portuária do Brasil, uma abundância de café que seria exportada acabou ficando retida no país. Com isso, a oferta interna aumentou, o que pode gerar uma redução nos preços do produto nos mercados, feiras e mercearias.
Segundo dados do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), mais de 453 mil sacas de café deixaram de ser embarcadas apenas no mês de junho, o que representa um volume que ocuparia quase 1.400 contêineres. Isso significa que muito café que iria para fora ficou disponível aqui dentro – e quando a oferta cresce, o preço tende a cair.
Promoções-relâmpago podem aparecer nos mercados
A expectativa é que, nos próximos dias e semanas, redes de supermercados, atacadistas e até cafeterias aproveitem essa maior oferta para fazer ações promocionais e baixar o preço do café nas prateleiras, por até R$ 5 reais.
“Com mais café no mercado interno, as empresas podem querer girar esse estoque mais rápido, o que abre espaço para promoções relâmpago”, explica o analista de mercado agro Paulo Ricardo, de Campinas.
Mas por que o café não foi exportado?
O motivo está longe de ser a falta de compradores. A demanda internacional pelo café brasileiro segue forte, mas os portos do país estão sobrecarregados e não conseguem dar conta da movimentação. Só o Porto de Santos, responsável por 80% dos embarques de café, teve 59% dos navios com atrasos ou mudanças de escala em junho.
Além disso, as empresas relataram prejuízos de R$ 78 milhões com custos extras como armazenagem, multa por atraso nos contêineres e mudanças logísticas de última hora.
Pode parecer bom, mas é um alerta
Apesar da possível queda de preço para o consumidor, a situação acende um alerta para os produtores brasileiros. Como o Brasil é um dos poucos países que repassa a maior parte do valor da exportação ao cafeicultor (mais de 90%), os atrasos prejudicam diretamente quem planta, colhe e vive do café.
Ou seja: o café pode até ficar mais barato agora, mas isso representa uma perda de receita enorme para quem trabalha no campo. E se o problema persistir, pode impactar a próxima safra.
O que vem pela frente?
O segundo semestre é tradicionalmente o período de maior exportação, com a chegada da nova safra. Por isso, especialistas alertam que, se nada for feito para melhorar os portos, o problema pode piorar. O governo já anunciou investimentos, mas as obras estruturais podem levar anos para ficarem prontas.
Enquanto isso, o consumidor pode aproveitar os preços mais baixos do café no curto prazo, mas é importante entender que esse alívio no bolso é resultado de uma situação preocupante para o setor como um todo.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.







