Cunhado de Rodrigo Manga, bispo Josivaldo, é preso pela Polícia Federal

Advertisements

Cunhado De Prefeito De Sorocaba, Rodrigo Manga, É Preso Pela Polícia Federal

Na manhã desta quinta-feira, a Polícia Federal efetuou a prisão de Josivaldo Souza, cunhado do prefeito Rodrigo Manga (Republicanos) e líder da igreja evangélica Templo da Glória e Renovo de Deus. A ação faz parte de uma nova etapa da Operação Copia e Cola. Em uma fase anterior da investigação, realizada em abril, agentes apreenderam R$ 864 mil em espécie, encontrados em caixas dentro de um veículo e na residência da família.

Simone Souza, esposa de Josivaldo e irmã da primeira-dama Sirlange Maganhato, também está sob investigação. Conforme apuração do Portal Porque, ela foi proibida judicialmente de manter qualquer tipo de contato com o prefeito. A PF suspeita que a igreja comandada por Josivaldo servia como fachada para movimentações financeiras ilícitas, utilizando doações e campanhas religiosas para disfarçar a origem do dinheiro.

Outro detido nesta fase da operação foi Marco Silva Mott, empresário e amigo próximo de Manga. Ele foi capturado em sua residência, localizada em um condomínio de alto padrão em Araçoiaba da Serra, e levado à sede da PF em Sorocaba. Mott é apontado como operador de um esquema de corrupção envolvendo contratos da área da saúde na administração municipal. As investigações indicam que ele atuava como lobista e lavava dinheiro por meio de acordos firmados durante a gestão de Manga.

Os advogados de Mott, Antonio Sergio A. de Moraes Pitombo e Beatriz de Oliveira Ferraro Caloi, criticaram a decisão judicial que autorizou a prisão. Em nota, afirmaram que a medida foi baseada em “meras suposições” e que o empresário sempre colaborou com as autoridades, inclusive prestando esclarecimentos prévios. A defesa pretende apresentar esses argumentos ao Judiciário.

O prefeito Rodrigo Manga foi afastado do cargo por um período de 180 dias. Durante esse tempo, o vice-prefeito Fernando Costa Neto (PSD) assumirá interinamente a chefia do Executivo municipal.

A Justiça também determinou o bloqueio de bens dos investigados, totalizando cerca de R$ 6,5 milhões, além da imposição de medidas cautelares, como a suspensão de funções públicas e a proibição de contato entre os envolvidos.

Os investigados poderão ser responsabilizados por crimes como corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em processos licitatórios, lavagem de dinheiro e contratação irregular.

Segundo a PF, a análise dos materiais recolhidos na primeira fase da operação, em 10 de abril de 2025, levou à identificação de novos suspeitos — tanto pessoas físicas quanto jurídicas — que agora são alvos das diligências realizadas nesta nova etapa.