Criticado, Cláudio Góes tenta empréstimo de R$ 9 milhões para conclusões das obras em São Roque


09/12/2019 l Atualizada em - 09/12/2019 às 11:22

A Câmara de Vereadores de São Roque irá discutir nesta segunda-feira (09), o Projeto de Lei encaminhado pelo Chefe do Executivo,Cláudio Góes (PSDB), visando a execução obras de infraestrutura no município.

O Projeto busca autorização do Poder Legislativo para, através de financiamento, investir R$ 9 milhões no asfaltamento de ruas, como no Jardim Santa Vitória e recapeamentos em diversas regiões, entre elas, São João Novo e Maylasky.

Ainda, serão executadas as conclusões das obras das duas Unidades de Saúde do Taboão e Guaçu, paralisadas em 2016. “Gostaríamos de ter retomado antes, mas o Orçamento não foi possível para cobrir tais despesas”, justifica o prefeito Claudio Góes.

Para o prefeito, o financiamento é uma alternativa que a Administração vai utilizar em benefício da população. “Há necessidade, conquistamos o crédito sendo bons pagadores e prospectamos o pagamento de forma muito responsável”, diz.

“Gestão financeira eficiente”

Cláudio Góes comenta que algumas pessoas estão fazendo “politicagem” com o Projeto, tentando impedir a realização das obras e descreditar sua administração. “Desde que assumimos, nos comprometemos com uma gestão financeira eficiente. Saneamos as dívidas encontradas, pagamos salários e serviços (limpeza pública, medicamentos, repasse à Santa Casa e tantos outros) rigorosamente em dia. Com isso estamos investindo em zeladoria, Segurança, Saúde, Educação, Transporte (inclusive renovamos a frota e acabamos com os aluguéis milionários de veículos). Diversas obras estão sendo realizadas como as construções de duas creches, pavimentações, reforma da rodoviária e da farmácia central, novo pronto atendimento da Santa Casa e muitas outras estão por começar”, conclui.

Jogada Política

Em meio ao empréstimo que pode condenar as finanças da cidade e seu desenvolvimento, soa-se entre grupos políticos que o empréstimo na verdade seria uma jogada política de maneira estratégica para uso de dinheiro em campanha em sua reeleição, bancando custos com membros de seu grupo político e base, impendimento. Em segundo plano, caso a reeleição não seja concretizada, o valor do empréstimo ficaria como divida a ser paga pelo próximo governo a ser eleito na cidade.

Procurado pelo Correio do Interior, o prefeito Cláudio Góes não quis comentar o caso.

Comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *