Correio do Interior ratifica matéria de gasto de recurso público no sepultamento do ex-chefe de Gabinete de São Roque

Redação

14/01/2020 l Atualização 14/01/2020 às 10:00

O Jornal Correio do Interior após grande repercussão e polêmica nas redes sociais, sobre a matéria (Claudio Góes gasta R$ 8 mil de recurso público para pagar enterro de empresário são-roquense) onde muitos se mostraram contra e outros a favor, ratifica e esclarece a questão abordada na matéria.
Ressaltamos que o conteúdo do material, não tinha como objetivo atingir a moralidade do ex-chefe do Gabinete da Prefeitura de São Roque, Celso Mello, falecido em 2 de agosto de 2019, e tão pouco de sua família.

Dentro dos nossos princípios éticos e jornalísticos, questionamos o ato do recebimento de um recurso público, chamado “auxílio funeral” de R$ 8.900,00 por parte da família do ex-servidor, para custear as despesas do funeral, entrando em controvérsias com o valor declarado pela funerária Conslac, que apresentou um documento no valor de R$ 700, pago pela família de Celso, através de um convênio familiar.

Assim sendo, a matéria publicada, levanta duas importantes questões. A primeira, debate a imoralidade do ocorrido, pois dificilmente um velório custa esse valor, então por quê, emitir tal cifra para os familiares? Se ficou em R$ 700 reais, não seria correto então, devolver os R$ 8.200 reais? Mesmo que o benefício concedido, ocorra por força da Lei Municipal N° 2.209 de 01/02/1994 (Estatuto do Servidor Público Municipal), o Correio do Interior ressalta que o ato em si não foi ilegal, mas sim imoral, pois há relatos de servidores que faleceram recentemente do departamento de obras, em que a família recebeu pouco mais de mil reais.

O segundo questionamento, este voltado a Câmara Municipal, que reveja a lei em questão, beneficiando melhor neste caso, os cargos concursados com menor faixa salarial, onde sim, os familiares devem apresentar mais dificuldades para realizar tanto velório quanto enterro dos entes queridos, e esse melhor balanceamento de valores, pode ocorrer com a retirada dos cargos em confiança deste benefício, que já possuem salários diferenciados e maiores.

Por fim deixando claro nosso compromisso com a verdade e a justiça, pedindo também que seja estudado e elaborado um projeto de lei, visando “auxilio funeral” para as famílias que perdem recém nascidos na Santa Casa ou parentes por erros médicos, e muitas vezes não tem recurso.

Valor recebido pela família do ex-servidor, conforme consta no portal da transparência, ato imoral.

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