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Como se proteger da Covid-19 após fim da quarentena?

Gabriel Kazuo

4 de novembro de 2021
Atualização:04 nov 2021 às 11:05

Em alguns Estados do Brasil, como é o caso de São Paulo, vários governadores estão flexibilizando as medidas restritivas de isolamento social contra a Covid-19, como a capacidade de ocupação nos serviços não essenciais e no fim do toque de recolher.

No Rio de Janeiro, o governo carioca deseja ir mais além, planejando retornar os grandes eventos com público ainda em 2021, e ser o primeiro estado brasileiro a desobrigar o uso de máscaras em lugares abertos, coisa que no Mundo ainda não aconteceu.

Esse ”otimismo” dos agentes públicos se deve a dois fatores: o primeiro é a queda exponencial no número de casos, óbitos e internações, desde o mês de julho, em todos os Estados da federação e da aceleração da vacinação, mesmo que lenta ainda para os padrões mundiais.

Diante deste cenário, como a população deve se proteger da Covid-19, sendo que a pandemia sequer apresenta sinais de controle, não só no Brasil, mas também no Mundo, e como evitar ser infectado se a ”normalidade” já está retornando?

Os Estados estão certos em já voltar com o ”velho normal”?

Antes de mais nada, é necessário explicar quais são as consequências que os governantes podem enfrentar, ao relaxar as medidas de isolamento da pandemia. Tudo começa pela antiga discussão sobre o que é mais importante: salvar vidas humanas vs salvar empresas.

Ao optarem por ”salvar as Empresas” e reabrir o comércio, os Estados acabam dando tudo o que o vírus deseja, como mais pessoas nas ruas, mais pontos de contaminação e mais locais de transmissão em massa. Com isso, ele poderá se replicar, gerando novas cepas e novas variantes.

Isso acabará resultando em uma nova piora na situação da pandemia, e os agentes públicos não terão outra escolha, senão decretar o lockdown e voltar com o toque de recolher, para salvar vidas e combater a infecção.

Ainda por cima, a vacinação no Brasil continua lenta, com menos de 60% dos adultos com a primeira dose tomada, e menos de 1/4 dos brasileiros com as duas doses completas tomadas. Mesmo assim, e em relação ao semestre passado, o número de vacinados saltou exponencialmente.

O fantasma da quarta onda

Mesmo que os Estados façam essas flexibilizações, o risco de uma nova onda da pandemia continua sendo enorme, ainda mais com a chegada da variante delta e a mutação da variante gama, que tornam a Covid-19 ainda mais perigosa.

As duas variantes possuem uma carga viral muito poderosa, e podem infectar rapidamente as pessoas. Sendo assim, é necessário que, quem quiser optar pela volta da normalidade, é necessário aumentar a testagem das pessoas e o monitoramento dos casos.

O que pessoas e empresas podem fazer para se protegerem?

No caso das pessoas jurídicas, as empresas, os especialistas em Saúde dizem que essa volta à rotina deve ser feita de forma muito bem planejada, para evitar ao máximo as aglomerações. Os ambientes devem ser bem arejados e todos deverão manter um controle de acesso.

Inclusive eles ainda citam que, se todos os prestadores de Serviços e Comércio elaborarem protocolos sanitários próprios, é bem possível que eles possam continuar abertos mesmo em quadros mais graves da pandemia. Para a população em geral, é importante:

  • Preferir praticar atividades de Lazer em lugares abertos, como parques e praças;
  • Em lugares fechados, evitar dividir o espaço com várias pessoas, ou escolher mesas individuais;
  • Use máscara dentro dos locais, e sói as retire se for mesmo necessário;
  • Continue mantendo o distanciamento social de 1,5 e evite abraçar ou beijar as pessoas, inclusive falar muito alto;
  • Higienize as mãos com álcool gel sempre que possível.

Gabriel Kazuo

Formando em jornalismo pela faculdade ESAMC, é jornalista de editoria geral no Correio do Interior. gabriel.kazuo@correiodointerior.com.br

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