Combustível alto pode paralisar serviço aéreo no Brasil
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Combustível alto pode paralisar serviço aéreo no Brasil

Igor Juan

15 de outubro de 2021
Atualização:15 out 2021 às 21:52

Não é apenas os caminhoneiros e empresa do setor de transporte terrestres e proprietários de carros particulares que sofrem com a alta no preço de combustíveis.

Os preços estão tão em alta que já decolaram voo e literalmente podem afetar o serviço de setor aéreo no Brasil. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas – ABEAR fez um alerta, na data de quinta-feira 14 de outubro, ressaltado que o setor vai sofrer impactos com aumento no preço do querosene de aviação.

Agência Nacional de Aviação Civil – – ANAC, também reforça o alerta informando que houve um aumento de 91,7% no valor do combustível no segundo trimestre de 2021, comparado ao mesmo período do ano passado (2020).

Outra preocupação da aviação brasileira são os sucessivos recordes da cotação do dólar em relação ao real, já que mais da metade (51%) dos custos têm como base a moeda norte-americana.

Eduardo Sanovicz, presidente da Abear, destaca que o Brasil é o único país do mundo que tem um tributo regional sobre o combustível dos aviões, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). As companhias estrangeiras, contudo, não pagam esse tributo para abastecer em território brasileiro.

É por isso que uma viagem internacional muitas vezes é mais barata do que um voo doméstico, considerando-se distâncias similares. Um dos pilares da Associação é o alinhamento das regras brasileiras às melhores práticas internacionais, para que haja condições de igualdade na competição global que ampliem a eficiência das empresas aéreas brasileiras”, afirma Sanovicz.

Um levantamento recente da Associação aponta que, no primeiro semestre deste ano, o preço médio do querosene na bomba no Brasil foi 24,6% superior do que nos Estados Unidos. Entretanto os recentes aumentos vão fazer com que os valores de serviços aeres tenham aumento consequentemente e esse aumento seria então repassado aos clientes de companhia, o que causaria um efeito cascata e diminuindo a procura por voos comerciais e de transporte de cargas.

Dados da Agência Nacional de Aviação Civil mostram que a tarifa média aérea doméstica do segundo trimestre desde ano registrou uma queda de 19,98% comparada com o mesmo trimestre de 2019, quando ainda não havia a pandemia de Covid-19 em território brasileiro. O preço médio da tarifa aérea foi de R$388,95, em relação aos R$486,10 de dois anos atrás (2020 – 2019).

 

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