Seis estados do Brasil estão sem combustíveis
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Seis estados do Brasil estão sem combustíveis

Igor Juan

21 de outubro de 2021
Atualização:21 out 2021 às 17:18

Seis estados Brasileiros já registram a falta de combustíveis em postos de abastecimentos de veículos. A falta de combustíveis ocorre em meio a paralisação de transportadoras, que levam em consideração para a greve, o ato preço do diesel, gás de cozinha, gasolina e de outros derivados do petróleo.

De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), os transportadores de São Paulo (na região da Replan – Refinaria de Paulínia – e no Porto de Santos), Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e parte da Bahia, coordenados pelos sindicatos empresariais,  aderiram a paralisação, sendo assim estes estados já enfrentam a falta do item.

Mas não para por ai, além da categoria de transporte de combustíveis, caminhoneiros em geral já se organizam para uma grande e impactante paralisação  em novembro.

A greve geral dos caminhoneiros foi decidida pelo  Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), estando de acordo a pela ação a Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava).

FUP apoia greve geral no Brasil

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e os sindicatos filiados também apoiam a greve dos transportadores de combustíveis. Segundo a entidade, os seguidos reajustes nos preços dos combustíveis são consequência da equivocada política PPI (Preço de Paridade de Importação), adotada pela gestão da Petrobras.

A FUP contesta o modelo pelo fato de o Brasil ser autossuficiente em petróleo, tendo grande parte de seus custos em Real. “Enquanto o PPI não mudar, a inflação, que já supera 10% em doze meses, vai continuar sua cruel trajetória de alta, impulsionada pelos combustíveis e gás de cozinha”, criticou a entidade.

Combustíveis alto pode paralisar serviço aéreo no Brasil

Não é apenas os caminhoneiros e empresa do setor de transporte terrestres e proprietários de carros particulares que sofrem com a alta no preço de combustíveis.

Os preços estão tão em alta que já decolaram voo e literalmente podem afetar o serviço de setor aéreo no Brasil. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas – ABEAR fez um alerta, na data de quinta-feira 14 de outubro, ressaltado que o setor vai sofrer impactos com aumento no preço do querosene de aviação.

Agência Nacional de Aviação Civil – – ANAC, também reforça o alerta informando que houve um aumento de 91,7% no valor do combustível no segundo trimestre de 2021, comparado ao mesmo período do ano passado (2020).

Outra preocupação da aviação brasileira são os sucessivos recordes da cotação do dólar em relação ao real, já que mais da metade (51%) dos custos têm como base a moeda norte-americana.

Eduardo Sanovicz, presidente da Abear, destaca que o Brasil é o único país do mundo que tem um tributo regional sobre o combustível dos aviões, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). As companhias estrangeiras, contudo, não pagam esse tributo para abastecer em território brasileiro.

É por isso que uma viagem internacional muitas vezes é mais barata do que um voo doméstico, considerando-se distâncias similares. Um dos pilares da Associação é o alinhamento das regras brasileiras às melhores práticas internacionais, para que haja condições de igualdade na competição global que ampliem a eficiência das empresas aéreas brasileiras”, afirma Sanovicz.

Um levantamento recente da Associação aponta que, no primeiro semestre deste ano, o preço médio do querosene na bomba no Brasil foi 24,6% superior do que nos Estados Unidos. Entretanto os recentes aumentos vão fazer com que os valores de serviços aeres tenham aumento consequentemente e esse aumento seria então repassado aos clientes de companhia, o que causaria um efeito cascata e diminuindo a procura por voos comerciais e de transporte de cargas.

Dados da Agência Nacional de Aviação Civil mostram que a tarifa média aérea doméstica do segundo trimestre desde ano registrou uma queda de 19,98% comparada com o mesmo trimestre de 2019, quando ainda não havia a pandemia de Covid-19 em território brasileiro. O preço médio da tarifa aérea foi de R$388,95, em relação aos R$486,10 de dois anos atrás (2020 – 2019).

O Correio do Interior é produzido por jornalistas que apuram e chegacam informações dos fatos diariamente notíciados no jornal.

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