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Fim da quarentena irá aumentar casos de Covid-19 no Estado de SP

Gabriel Kazuo

19 de agosto de 2021
Atualização:19 ago 2021 às 10:49

Cientistas da USP e Unesp divulgaram um estudo, na noite desta quarta-feira (18), bastante alarmante sobre a situação da pandemia de Covid-19 no Estado. Segundo ele, a capital São Paulo, Grande ABC e demais áreas do interior sofrerão com uma quarta onda da Covid-19 em setembro. 

Isso se deve ao aumento de casos envolvendo a variante delta do coronavírus, mais transmissiva e que já está gerando um aumento de casos no Rio de Janeiro. No Estado, a curva de casos está em estabilidade desde a semana passada, mas com tendência de alta para semana que vem.

Toque de recolher e quarentena devem retornar

Se confirmada a tendência de alta nos casos de Covid-19, o Governo será obrigado a voltar adotar as medidas restritivas e o toque de recolher, encerrados neste mês de agosto. O ritmo da vacinação da segunda dose ainda é muito lento, o que torna esta situação ainda mais preocupante.

Segundo os cientistas, a variante delta pode infectar pessoas já vacinadas com a primeira dose, e até mesmo gerar uma nova mutação resistente à vacinas, pois seu RNA permite se adaptar facilmente aos anticorpos que a combatem.

Cientistas criticam Dória por reabrir o Estado de forma precipitada

Vários cientistas especializados em infectologia criticaram o fim das medidas restritivas contra a Covid-19, decretadas pelo Governador João Dória (PSDB). Para eles, o fim do toque de recolher e a liberação em 100% na capacidade de ocupação foram feitos de maneira muito apressada e pouco estudada.

Em sua defesa, o Governo paulista afirmou que no Mundo, a variante delta havia se alastrado pois muitos países liberaram o fim do uso das máscaras faciais, o que não é o caso de São Paulo, e que mesmo que ela chegue, não há risco de fechar o comércio novamente.

Contudo, essa teoria é refutada pela classe médica, pois em vários países, a delta avançou não porque os países aboliram as máscaras, mas porque o ritmo da vacinação da segunda dose está muito lento, o que facilitou a entrada da nova cepa nesses locais.

Gabriel Kazuo

Formando em jornalismo pela faculdade ESAMC, é jornalista de editoria geral no Correio do Interior. gabriel.kazuo@correiodointerior.com.br

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