
No Brasil existem diferentes cidades conhecidas por inúmeras situações e fatos, mas no interior de São Paulo, o Jardim Itatinga, em Campinas, é reconhecido por uma questão que incomoda que mora na cidade. O bairro, fundado em 1960, chama atenção por um título incomum: a capital do sexo, ou simplesmente como a capital do turismo sexual.
O Jardim Itatinga atualmente concentra um dos maiores pontos de prostituição ao ar livre da América Latina. E engana-se que acredita que o problema é algo recente no bairro…Desde que o bairro surgiu na década de 1960, ele tem sido referência quando o assunto é trabalho sexual.
Atualmente estima-se que cerca de 1,7 mil mulheres trabalham como profissionais do sexo na região, que é cercado de casas de ”entretenimento adulto”, movimentando uma economia paralela que envolve bares, hotéis, casas noturnas e pequenos comércios voltados ao público que frequenta o bairro. Em suma, o local atrai homens de todos os lugares do Brasil, unicamente com objetivo de terem diversão adulta, o chamado turismo sexual.
Apesar da fama, o Itatinga também levanta debates importantes sobre questões sociais, segurança pública, saúde e direitos humanos. Muitos dos trabalhadores enfrentam vulnerabilidades e falta de acesso a serviços básicos, e há iniciativas, tanto governamentais quanto de ONGs, voltadas ao apoio dessas pessoas — com ações de prevenção a doenças, assistência social e orientação jurídica.
O bairro acabou se tornando parte da identidade cultural e urbana de Campinas, dividindo opiniões entre quem vê o local como um problema social e quem enxerga ali uma forma legítima de trabalho que precisa ser respeitada e regulamentada.Com sua história singular e estrutura voltada quase exclusivamente ao trabalho sexual, o Jardim Itatinga permanece como um dos símbolos mais controversos e conhecidos da cidade — e motivo pelo qual Campinas recebeu esse título inusitado de “capital do sexo” no Brasil.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.




